Luan Marçal

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Conferencia Fiel para Pastores e Lideres em agua de Madeiros





Nos dias 26 a 29 de Outubro estive na 9ª Conferencia Fiel para Pastores e Lideres em agua de Madeiros. Foi minha segunda vez no evento, sendo um momento bastante abençoador e edificante para minha caminhada crista e arrisco dizer para as varias pessoas presentes lá. Vou colocar algumas fotos e vídeos da conferencia para os irmãos verem, quem sabe no próximo ano você possa aparecer na conferencia.
Pude ter o privilegio de ouvir homens de Deus sendo utilizados por Deus para trazer edificação aqueles pastores que se reuniram em água de Madeiros para conferencia. Estacam vários participantes na conferencia, contanto com pastores, presbíteros, seminaristas e lideres da Igreja em geral.

Neste ano, os preletores da conferência em Portugal foram: Rev. Augustos Nicodemus, Pr. Stuart Ollyot, Mike-Gilbert Smith e John I olmar. Quem dirigiu as palestras nos primeiros dias foi João Custódio Nunes, pastor da Igreja Evangélica Baptista de Tomar e da Igreja Evangélica Baptista de Ortiga.

Por um lado, os evangélicos portugueses são gratos pelo serviço que os brasileiros prestam em nossas igrejas. Eles estão sedentos por auxílio, cooperação e encorajamento dos irmãos brasileiros. Eles usam com avidez a literatura estrangeira traduzida pela editora fiel, mas também a literatura produzida por autores brasileiros. E muitos brasileiros têm dado bom testemunho aqui em Portugal. Por outro lado, vários brasileiros acabam reproduzindo em Portugal muitos dos pecados que tem cometidos no Brasil.





Oramos, que a conferencia fiel no próximo ano possa trazer mais pastores e lideres, e que Deus esteja a levantar pregadores jovens conservadores em Portugal.

Quero compartilhar com os irmãos uma das palestras que estivemos, essa é do Rev. Augusto Nicodemus, pastor presbiteriano.

domingo, 4 de outubro de 2009

A Atenas Pentecostal

"E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade). E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós." Actos 17:19-27

Existe um grupo entre os evangélicos denominados pentecostais ou carismáticos (que com as devidas diferenças as semelhanças são avassaladoras) que é muito religioso e que tem muito não só de babilónia (na sua sede de crescer e de comercializar) mas de Atenas (na sua parolice e insubstância).

Ora vejamos duas considerações: A fé cristã é uma fé histórica, isto é, pode-se encontrar nas evidências históricas os seus registos de eventos e também encontrar paralelos e desenvolvimentos sequenciais e ininterruptos ao longo da história da igreja em fé e prática. A fé cristã é também uma fé espiritual ou sobrenatural, isto é, implantada pelo próprio Deus nos corações dos eleitos que foram predestinados para a vida e unidade em Cristo Jesus.

Um pentecostal não tem nem a primeira das considerações em pleno acordo e muito menos a segunda das considerações, isto é, esse movimento é desprovido de uma fé histórica e identificativa com os grupos ortodoxos de cristãos encontrados em todos os tempos da vida da humanidade (desde a criação do primeiro homem até hoje), nem a fé que eles afirmam ter provém de Deus pois eles mesmos afirmam que eles é que ACEITARAM Cristo ou que eles é que ESCOLHERAM Deus, isto é, eles exerceram uma fé natural em si mesmos de uma forma parcial com recursos aos meios que Deus disponibilizara mas que deles dependia.

Este é o primeiro ponto que eu gostaria de afirmar e acusar qualquer grupo pentecostal de se rebelar contra a firme revelação da doutrina da Graça Electiva do Eterno Deus. Que fique claro, que minha posição não é minimamente aberta a quaisquer consideração ou dependente de qualquer caso particular. Lemos em Zacarias que Deus falou que a sua casa seria chamada CASA DE VERDADE, e isto que é a principal evidência da presença do Espírito Santo de Deus nós não encontramos em grupos pentecostais.

Dito isto, afirmo que encontramos uma distância tão larga e profunda entre a Igreja Verdadeira (não chamo de perfeita) e essa coisa travestida, como poderíamos encontrar entre a igreja primitiva e os gregos de Atenas, registada em Actos.

1º- Para eles a doutrina cristã bíblica e histórica é uma "nova doutrina". Como pode alguém ser completamente estranho ao evangelho de Cristo Jesus e usurpar ser alguma coisa?

2º- Falando com qualquer pentecostal, um crente tem ideia que está a falar para o planeta Marte, não porque existam marcianos lá que falam outras línguas ou línguas estranhas, mas por estarmos a falar para pedras mudas e surdas. São coisas estranhas as coisas de Deus para essa gente.

3º- Um pentecostal só quer falar e ouvir novidades. Falta dizer aqui que ainda acrescentam aos atenienses o cantar novidades do último álbum do Brasil ou da Austrália horrivelmente tocado ou em condições acústicas e sonoras que levaria qualquer apreciador de música a se condoer dele e dos vizinhos também.

4º- Falar em superstição e pentecostalismo é um risco de pleonasmo. Não existe nada mais num coração de um pentecostal do que uma mística pagã acerca do bem e do mal, mascarado de cristianismo.

5º- Deus desconhecido para eles é o mínimo dos seus problemas, pois o triste está na teimosia de não quererem conhecer! São teimosos e orgulhosos em suas experiências místicas.

6º- Deus para eles é carente e um pedinte: pede para o pecador deixar Deus entrar no seu coração, pede para o crente deixar transformar sua vida, pede para o triste deixá-Lo alegrar sua casa, pede por favor que não seja recusado quando bate na porta de seus corações... enfim, fazem Deus um mendigo.

7º- O Deus verdadeiro é por demais diferente e Paulo passa a explicar aos pentecas de nossos dias na sua Atenas espiritual: Deus é um Deus eterno, criador dos céus e da terra, determinando todas as coisas e as havendo ordenado não podem ser frustradas. A igreja e só a igreja que entende Deus assim é que pode estar segura de sua confissão de estar nos LIMITES de SUA HABITAÇÃO.

8º- Um pentecostal ou um carismático, salve as ínfimas diferenças, é um cego que tacteia sem saber para onde vai e nem de onde vem. Cego que não vê tem desculpa, porém cego que nasceu com olhos que enxergam e cabeça que conhece o certo e o errado, já está condenado se teimar em permanecer no erro, nas trevas e rejeitar Cristo. Se fosse possível chegar a Deus pelos esforços humanos, creio que os pentecas seriam os primeiros a chegar. Como não é possível, o esforço que fazem é como o tipo que num buraco quanto mais escavar mais longe fica da saída...

9º- Como eu não creio que um pentecostal possa estar seguro em sua confissão por Cristo, e creio num Deus tão enorme que salva os pecadores, cegos, aleijados como eu sou exemplo, eu posso confiar e apresentar Cristo para essa gente miserável e crer que Deus tem poder para os salvar e lhes mostrar a alva.

Para concluir, queria dizer que bem mais simples é ser como os hipócritas que sorriem para os pentecas e no fundo os desprezam ou minimizam e ainda têm deles a honra e a consideração. Não quero nem honra nem consideração por mim, mas por Cristo e pelo Seu evangelho que é poderoso para salvar.

Cristo justifica o ímpio. Penteca, se creres no Cristo ressurrecto e verdadeiro SEGUNDO AS ESCRITURAS, serás salvo tu e tua casa, quem sabe tua igreja... O Senhor tenha misericórdia de ti e que a sua bênção que enriquece a alma te salve da tua miséria perversa e abominável que te condena diante da sua justiça e santidade!

Creiam em Deus incrédulos atenienses pentecostais!

Autor: Ir. Nuno Pinheiro

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Penteca que Peca, Peca Daqui e Peca de lá...

A mais sublime das reclamações dos pentecostais está na sua reivindicação de ser ou estar num processo de ser igual à igreja primitiva. Aparentemente é coisa boa, supostamente parece ser coisa santa, porém é uma grosseira acusação contra Deus e particularmente gravoso contra o Espírito Santo que tem conduzido a igreja quer então quer agora, nunca a tendo deixado.
Eu reforço um pensamento aqui, como tenho tentado demonstrar muitas vezes: - a igreja pentecostal não tem insuficiência de conteúdo, tem ausência de qualquer porção do conteúdo cristão bíblico e histórico! Nada, mesmo nada de nada, se aproveita quer para a fé quer para a prática de qualquer um que ame a deseje seguir a Cristo em obediente vida nesta terra ou mundo tenebroso.
No tempo de Jesus havia pra lá um grupinho de "crentes", ou melhor dizendo, de religiosos, que eram grandes cobradores e mercadores, e reivindicavam para si o ser igual a Moisés na pura representação procurativa - sabem aonde conduziu esta inclinação perversa e equivocada de seus corações? Suas mãos acabaram por ficar manchadas pelo sangue do Justo.

Esses fariseus e saduceus e pentecas da época, também ignoravam voluntariamente o que Deus tinha feito até aquele momento na história do Seu povo eleito. Deus não dependia deles e Deus no seu aparente silêncio não deixara Israel por um minuto entregue ao vento da sorte ou do infortúnio. Assim é hoje, aliás como sempre foi!

Os hipócritas de nossos dias assumem muitos nomes, mas os que estão mais perto por razões várias são denominados de pentecostais e estão permeando todas as confissões cristãs poluindo o culto ou adoração, o governo e os sacramentos da igreja de Cristo!

O pentecostal até quando fala certo ele peca, porque faz plágio e não refere donde plagiou! Querem ser a igreja primitiva e desprezam o que Cristo tem feito pelo Seu Espírito nos últimos 2000 anos na Sua igreja; desprezam suas confissões, suas lutas pela verdade do evangelho, sua integridade, seu exemplo de piedade, seu exemplo de fé e seus ensinamentos. São filhos rebeldes à imagem de Caim ou de Esaú.

Os farisecas do tempo de Cristo também julgavam ser necessário voltar a Moisés e por isso rejeitaram Aquele a quem Moisés apontou como maior e que haveria de vir e deveria ser esperado - O Senhor Jesus Cristo! Eles até viram sinais maiores do que aqueles que Moisés fizera, apesar de seus olhos impuros não enxergarem assim - queriam ver mares se abrindo, mas Jesus andou sobre ele; queriam ver pragas infestando seus inimigos, mas Jesus andou os curando; queriam ver maná caindo do céu, mas Jesus andava os ensinando.

Os farisecas de nossos dias têm as Escrituras, eles que as leiam e as ouçam dêem ouvidos ao que nela se encontra escrito. Não querem olhar para a história porque têm medo do que vão encontrar. Iriam descobrir que não foram um desenvolvimento genuíno de doutrina ou de fé da parte de Deus no Seu povo, mas iriam ver que já tiveram ao longo da história muitos nomes e assumiram muitas formas dentro do mesmo conceito de perverso entendimento.

Ó pentecas incircuncisos de coração, tenham o cuidado de ouvir o que Deus diz na Sua Palavra Sagrada, não dêem ouvidos a espíritos enganadores e convertei-vos e vede vossa miséria e recusai andar na força do vosso braço. O Senhor tem o perdão e a cura para vossas almas. Não sejam amantes de prazeres e deste mundo.

Convertei-vos verdadeiramente ao Deus Verdadeiro. Creiam em Cristo, SEGUNDO AS ESCRITURAS!


NP

http://missaoreformada.blogspot.com/2009/09/penteca-que-peca-peca-daqui-e-peca-de.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Viva o PNR!



domingo, 20 de setembro de 2009

Estou machucado :(



Caro Leitores,

Vou ficar ausente por alguns dias neste BLOG. Machuquei o meu dedo indicador, por isso, tive que fazer cirurgia plástica para reconstrução do dedo e enxerto. Além de tudo, trabalho o dia inteiro, saio do trabalho e vou estudar. Chego em casa bem tarde e vou dormir.

Assim que o meu dedo ficar melhor, vou começar a escrever artigos no BLOG. Como todos devem saber, digitar sem os dedos é complicado. Já está sendo bem complicado digitar esse pequeno texto.

Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo; pois tu és o meu louvor” Jeremias 17:14

Que Deus vos abençoem

sábado, 12 de setembro de 2009

Igreja Reformadas são uma Nova Seita?

Clica na imagem para ampliar





Talvez você tenha ouvido falar de uma igreja reformada. Esta igreja tem um ensino, um padrão de culto, governo, e um estilo de vida bem diferente de muitas igrejas que se chamam evangélicas.

Talvez alguém já tenha lhe falado: “Cuidado! É uma seita, uma seita nova”.

Se você não tiver medo da verdade, convido-o a ler um pouco sobre o que são verdadeiramente as Igrejas Reformadas. Depois de tomar melhor conhecimento dos fatos, você pode tomar uma decisão sobre a pergunta que é tema desta postagem.

A Grande Reforma Protestante (1517)

Nos quase 1500 anos entre a Igreja Primitiva e a reforma Protestante, a Igreja estava se desviando mais e mais da Pureza da doutrina e da adoração que a Bíblia ensina. A Igreja através dos séculos estava afundando mais e mais na superstição da igreja Romana. Mas Deus sempre manteve um remanescente fiel que conhecia o verdadeiro evangelho: Que Deus salva pecadores por pura graça, não por obras.

Na grande Reforma protestante, Deus usou homens como Martinho Lutero e João Calvino para reformar a Igreja. O intuito dos reformadores em especial João Calvino e seus sucessores, nunca foi estabelecer uma nova Igreja. Eles entenderam que estavam reformando a única Igreja de Cristo e trazendo-a de volta à doutrina e práticas das Escrituras.

As Igrejas Reformadas do Brasil são ligadas pela historia e pela confissão de fé apostólica com todas as igrejas Fiéis que voltaram à pura doutrina e à verdadeira adoração bíblica na Grande Reforma. A Grande Reforma redescobriu a ligação Bíblica com a igreja primitiva apostólica, e assim as Igrejas Reformadas têm uma linhagem que vai até os tempos apostólicos.

As Igrejas Reformadas no Brasil: Primeira Igreja evangélica no País (1555-1558)

Em 1555, iniciou-se a colônia Francesa na Baía de Guanabara, onde hoje se encontra a cidade do Rio de Janeiro. Em 1557, chegou um grupo de Cristão reformado, junto com vários pastores mandados pelo reformador João Calvino. Assim os primeiros cultos evangélicos no país foram celebrados no Rio de Janeiro, por uma Igreja Reformada francesa.

A Igreja Reformada da Baía de Guanabara: primeiros mártires brasileiros (1558).

Infelizmente os reformadores foram traídos e perseguidos pelos romanistas franceses, assim a Igreja Reformada foi dizimada. Os primeiros mártires brasileiros pelo evangelho do Senhor Jesus Cristo forma membros da Igreja Reformada. Antes de morrerem, eles escreveram a confissão de Guanabara – A primeira confissão de fé do novo mundo.

As Igrejas Reformadas do Nordeste: Primeira Igreja missionária do Pais (1630-1654).

Muitos conhecem o nome Mauricio de Nassau, que governou o Brasil holandês com uma tolerância e sabedoria muito adiantada para sua época. Poucos sabem que o Conde Nassau fazia parte da família real da Holanda. A família Nassau estava sob juramento de defender a fé
reformada e promover a tolerância religiosa e liberdade de consciência.

Durante anos que Pernambuco e uma grande parte do Nordeste ficaram debaixo do governo holandês, as Igrejas Reformadas embarcaram num projeto missionário impressionante. Dezenas de pastores e missionários pregaram a fé reformada em vários idiomas: inglês, francês, espanhol, holandês, português, e até em Tupi (Língua Indígenas).

O catecismo de Heidelberg, que ensina o caminho da salvação, foi traduzido em tupi. Muitas aldeias conheceram a graça de Deus em Jesus Cristo, e muitos indígenas se converteram ao Senhor. Você já ouviu falar do famoso índio Poty? Ele foi membro da Igreja Reformada.

As Igrejas Reformadas e a Tradução da Bíblia em português (Séc XVII e XVIII).

Convido a você a abrir sua bíblia nas primeiras páginas. A grande maioria das Bíblias usadas no Brasil faz uso da tradução de um tal de “João Ferreira de Almeida”. Quem foi este homem? Ele foi um dos primeiros portugueses a abraçar publicamente a fé reformada, em 1642. Mais tarde ele se tornou um pastor das Igrejas Reformadas numa região da Ásia onde se fala português, e iniciou o trabalho de traduzir a Bíblia para a língua portuguesa. A obra que se iniciou foi completada por outros pastores reformados no séc XVIII.

As Igrejas reformadas e a segunda Vinda da Igreja Evangélica para o Brasil (séc XIX).

No séc XIX, depois de muitos séculos, a igreja voltou para o Brasil. Foram os Presbiterianos e Congregacionais que trouxeram a Pregação reformada ao Brasil: Deus salva pecadores por pura graça não por obras. É importante observar que as igrejas Presbiterianas e Congregacionais originalmente foram herdeiras da Grande Reforma Protestante por meio de Genebra, que é o berço das Igrejas Reformadas.

As igrejas da reforma no continente da Europa costumam chamar-se “Igrejas Reformadas”, enquanto as igrejas da Grã Bretanha e nos Estados Unidos costumavam chamar-se de “Presbiteriana” ou “Congregacionais”.

As Igrejas Reformadas no Brasil (séc XX e XXI).

No decorrer do séc XX, várias Igrejas reformadas foram estabelecidas no Brasil por imigrantes vindo da Holanda. No ano de 1970 as Igrejas Reformadas do Canadá iniciaram trabalhos missionários em pequenas aldeias de pescadores entre Recife e Maceió, na mesma época, as Igrejas Reformadas holandesas iniciaram uma obra missionária no estado do Paraná. Hoje existem Igrejas Reformadas oriundas da Reforma Protestante continental em muitos estados e cidades do Brasil.

Qual sua Conclusão?

As Igrejas Reformadas vêm da Grande Reforma Protestante do séc XVI, e através desta reforma tem um ligação com a igreja primitiva apostólica. O primeiro culto evangélico no Brasil foi feito pela Igreja Reformada, já no séc XVI. Os primeiros mártires brasileiros forma membros da Igreja Reformada. A primeira confissão do novo mundo foram escritas, e desenvolvidas por membros da Igreja Reformada. A tradução da Bíblia em Português foi por um pastor reformado.

À luz deste fatos, o que você vai responder quando alguém, que faz parte de uma igreja que apareceu apenas a 100 anos atrás, lhe disser que as Igreja Reformadas são uma nova seita?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Igreja Lusitana (Anglicana), Igreja Luterana e Igreja Pentecostal

Vejam o relatório que eu fiz há no ano passado, sobre as visitas que fiz nestas igrejas:

Igreja Lusitana (Anglicana)

Estive na Igreja Lusitana em Lisboa. Fiquei bastante impressionado e surpreendido com a forma da liturgia que é empregue lá. Até parece que é uma igreja Católica – começando na forma de liturgia que é completamente igual á da Igreja Católica. Desde, as imagens dentro da igreja, o modelo eclesiástico, as roupas usadas pelos reverendos e com uma perspectiva completamente liberal da palavra de Deus.

Eu a constatar aquela realidade, fiquei bastante impressionado com uma certa ausência da Palavra de Deus, mas ao mesmo tempo fiquei estupefacto com forma de organizado e do louvor que foi completamente numa linha tradicional – ou seja, os hinos a forma de estarem e oração, tudo numa linha bastante mente tradicional. Se eu não fosse membro da Igreja Presbiteriana, se calhar, seria membro da Igreja Lusitana (anglicana). Sou apaixonado pela Igreja Lusitana, e me identifico com as doutrinas. De vez enquanto eu frequento os cultos da Igreja Lusitana, e gosto muito.

Igreja Luterana

A igreja luterana que eu fui, é uma igreja conservadora com uma liturgia completamente conservadora, nas igrejas usam as imagens, há eucaristia quase parecido com a igreja Lusitana que índole na igreja Católica. Todavia, já no que toca a palavra, eles tem a Bíblia como a única regra de fé e prática. Ver as coisas em geral, a igreja Luterana, tem poucas influências da igreja Católica. Se tirarmos os usos das imagens, crucifixo, velas e as vestes. Além destas coisas, não temos mais algo que podemos apontar como o de igual à da igreja Católica. Muito embora, com algumas deficiências aos escritos do Martinho Lutero.

A pregação é fiel a palavra. Isto é, o pregador centra toda a sua atenção na palavra durante o culto, que é neste caso a Bíblia Sagrada. Para mim, foi uma excelente experiência, estar ali e poder aprender muito da palavra de Deus. É claro que não concordei com tudo que lá constatei durante a minha visita. Há muitos pontos, nos quais estou estudando, e não actualmente não concordo; mas pelo menos o essencial não foi adulterado, que é neste caso a palavra de Deus. Eu frequento o culto mensalmente na Igreja Luterana, e sou muito edificando quando lá estou.

Igreja Pentecostal

Em todas as visitas que fiz, o da igreja pentecostal foi uma das péssimas experiências que tive. Isso devido, a ausência total da palavra de Deus, mas cingindo unicamente a via de experiência; novas revelações e uma desorganização total no culto. Com ênfase excessiva no louvor. Este por sua vez, não reflecte o louvor sincero ao nosso Deus, mas através com prioridades nas músicas modernas. Sem fundamentos na palavra de Deus. Musicas que considero anti-bíblicos, que não passa de uma forma de satisfação do ego humano. Havia muita exaltação, na pessoa do homem, e tão pouco reverenciavam a Deus. Fiquei bastante triste com aquele cenário todo. Principalmente, com aquelas pessoas que vivem tão-somente pela experiência não naquilo que é ensinado na palavra de Deus. Que Deus tenha misericórdia destes que frequentam esta seita miserável.

Soli Deo Gloria


OBS: Esta imagem em anexo é da Igreja Lusitana (Anglicana) de Portugal, Paroquia S Paulo.

sábado, 5 de setembro de 2009

A Ira de Deus

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ACERCA DO MOVIMENTO CARISMÁTICO

Já agora, envio um texto do estimadíssimo Rev. Celestino Torres da 1ª Igreja Baptista de Lisboa, amado irmão e ministro do evangelho de Cristo (ao que parece nestes tempos já está a ficar fora de moda... se é que alguma vez foi algo mais que não uma raridade!?!?!?!). Link abaixo.

ÀCERCA DO MOVIMENTO CARISMÁTICO

O fenómeno chamado carismático coloca-nos na sua versão moderna, algumas interrogações que nos devem levar a reflectir sobre as suas causas.

Sempre houve grupos que no seio da Cristandade se caracterizaram por um certo desequilibrio espiritual, o qual se reflectia na forma como adoravam a Deus nos cultos públicos. Esses grupos foram, porém, ao longo dos séculos constituídos por um número reduzido de pessoas mais ou menos marginalizadas em relação às Igrejas oficiais. O que há de novo nos nossos dias é a grande proliferação desse desequilíbrio espiritual no meio de toda a cristandade. Começou no meio Evangélico e agora penetrou já na própria Igreja Católica. Assim, quando falamos do movimento carismático, não podemos referir-nos hoje a um reduzido número de pessoas desequilibradas que louvam a Deus à sua maneira.

É esta a realidade que nos preocupa e nos coloca algumas interrogações: como foi possível chegarmos a esta situação? Em Portugal, por exemplo, há já mais igrejas e grupos carismáticos do que genuinas igrejas Evangélicas. Pensamos em 5 causas que podem eventualmente explicar esta dramática situação:

  1. A influência cada vez maior no meio Evangélico de correntes de pensamento, de filosofia e de cultura pagãs. O grande afluxo de africanos e brasileiros ao nosso país, trazendo consigo os seus usos e costumes, uma maneira de estar na vida por vezes grandemente influenciada por religiões animistas e pelo espiritismo. Para já não falarmos da acção mais ou menos subtil dos apóstolos da Nova Era, os quais, infiltrados nos lugares chave da nossa sociedade, têm daí influenciado alguns crentes mais inadvertidos ou ingénuos. Pensamos até ser possível detectar infiltrações mais profundas da Nova Era em muitos meios chamados carismáticos cujas atitudes e afirmações de coincidem com certos postulados seus.

  2. Outra causa é o espírito vincadamente profano e irreverente da nossa época que faz com que muitas atitudes e afirmações não só não sejam repudiadas pela maioria das pessoas, mas pelo contrário sejam vistas até com simpatia e apoio.

  3. Depois há o primado da imagem e do espectáculo. Com o advento das novas tecnologias a nossa cultura deixou de firmar-se na palavra, escrita ou oral, para ser uma cultura do écrã, da imagem. Uma cultura que privilegia o espectáculo. Assim, para muitos, os cultos tradicionais tornaram-se obsoletos e sem qualquer atractivo em comparação com os verdadeiros espectáculos que podem ser desfrutados nas sessões carismáticas.

  4. Obviamente que todas estas razões ou causas que temos enunciado até aqui fazem com que o Deus da Bíblia, ou seja, a Revelação que Deus faz de Si mesmo nas páginas da Escritura seja rejeitada em favor duma outra imagem, criada e moldada na mente dos líderes que estão em voga. Uma imagem muito mais apropriada para responder aos anseios do espectáculo e que satisfaça as necessidades carnais dos homens, atraindo assim e galvanizando as multidões. Deste modo, a reverência e o temor devidos ao Deus da Bíblia são substituídos pela irreverência de formas profanas, superficiais e frenéticas de adoração.

  5. Mas se nos interrogarmos como é que um tal desequilíbrio pôde penetrar e influenciar tão facilmente o meio Evangélico, a única resposta que nos ocorre após prolongada reflexão, é a falta de convicções na maior parte dos crentes, mesmo naqueles que já têm anos de vivência evangélica. É curioso e frustrante vermos o entusiasmo com que acolhem qualquer novidade. Parece que não estão satisfeitos com a Verdade ou então ainda não A encontraram. Por isso deixam-se arrastar e influenciar facilmente por qualquer nova ideia ou doutrina. E depois é muito mais fácil seguir no sentido da corrente do que remar contra ela.

Tudo isto nos leva a uma conclusão: se quisermos conservar o que ainda pode, no meio Evangélico, ser salvo desta grande vaga de decadência e corrupção da espiritualidade genuina temos de fomentar em cada crente convicções pessoais, as quais só podem ser fruto duma leitura contínua e sistemática da Escritura Sagrada, em espírito de oração e de submissão ao Espírito do Senhor, pois só Ele nos pode dar a luz necessária para vermos a verdadeira Luz que é Cristo, o Cristo da Bíblia.

Fonte: http://iibaptistalisboa.no.sapo.pt/reflexoes.htm#carismatico

Soli Deo Gloria

O Amor Bíblico de Deus!

"Nem a Escritura, nem as Confissões Reformadas, nem a Confissão de Fé de Westminster fala de uma bondade geral de Deus. Frisei antes, que Deus é um Deus santo, que todo pecado contra Ele é terrível, e que Deus também é um Deus de justiça perfeita. Em Sua santidade e justiça, não pode deixar passar o pecado e ser amável ou gracioso ao pecador - àparte de Cristo. Nem Deus pode ser acusado de tirania. Ele é bom em tudo que Ele faz, mesmo em Seu justo julgamento dos ímpios. Não é tirânico por Deus punir os ímpios com uma punição proporcional ao seu pecado monstruoso contra a Sua grande santidade. No entanto, por trás do justo castigo de Deus aos ímpios está o eterno decreto de Deus da reprovação. De acordo com este decreto, o propósito de Deus é manifestar eternamente a Sua justiça na maneira da punição do pecador.
.../...

É errado dizer que Cristo fez uma coisa em sua natureza divina, para além da sua natureza humana, ou dizer que Cristo faz alguma coisa segundo a sua natureza humana, sem a participação da natureza divina. É ainda mais errado dizer que Cristo em sua natureza humana poderia fazer algo totalmente em desacordo com a Sua natureza divina, de modo que as duas naturezas não concordam uma com a outra. Assim, em resposta à pergunta: não quis Cristo, que veio sob a lei, cumprir a lei, amando todos os seus vizinhos, sejam eles eleitos ou reprovados? insistimos mais uma vez que a resposta bíblica é: Não! Cristo, que conhecia seus próprios que foram dados a Ele pelo Pai amava o Seu vizinho, mas apenas os seus vizinhos eleitos. Esta verdade é, de fato, clara em João 13:1 "Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim."

Nem para Cristo, nem para nós, é nosso vizinho todo homem que vive no mundo. Meu vizinho é aquele com quem eu entro em contato, com quem devo viver, que está no meu caminho, que exige a minha atenção, que me coloca sob certas obrigações para com ele. Meu vizinho é minha esposa, meu filho, meu santo companheiro - assim como o homem ao lado de mim na loja. E eu sou chamado para amá-lo de tal forma que eu, cuidando de tudo que ele pode ter necessidade, procuro a sua salvação. O amor sempre busca o bem do objeto desse amor, e não há maior bem que podemos mostrar a alguém que amamos que buscar a sua salvação. Eu faço isso porque eu não sei quem são eleitos e quem são reprovados, e pode agradar a Deus, se ele for um eleito, usar o meu amor por ele para trazê-lo para a salvação (Mt 5:16).

Mas o Senhor amou o seu próximo também. Ele buscava a salvação do seu vizinho, e de fato o realizou. Mas o Seu vizinho era o único por quem Ele foi enviado ao mundo para morrer, os eleitos neste mundo a quem o Pai Lhe deu desde toda a eternidade. Esse vizinho não era do tipo que era simpático para Cristo. Era um vizinho que se opunha a Ele, rejeitou Seu evangelho do reino e finalmente O crucificaram. Mas o poder do amor de Cristo na cruz, trouxe e ainda traz aquele vizinho à fé e à salvação.

Uma pergunta frequente é feita sobre a possibilidade de Deus odiar o pecado de um homem, mas ao homem amar mesmo. A figura de um juiz é usado. Um juiz pode ser totalmente repelido pelo pecado de um homem, mas mesmo assim têm um sentido de piedade e compaixão para com o homem. Não é necessariamente verdadeiro, então a pergunta argumenta que o amor e o ódio são totalmente incompatíveis.

A outra questão comum, relacionada com a primeira, refere-se a Gálatas 5:22, 23, onde o fruto do Espírito é definido como, principalmente, amor. Não será que Cristo, vai então a questão, tem o Espírito? E não terá, portanto, amado a todos aqueles com quem entrou em contato? O mesmo pode ser dito de nós em nossa vocação. Nós temos o Espírito e para mostrar o fruto do Espírito, nós mostramos amor por nossos semelhantes. Entre parênteses, observo que a questão é uma reminiscência do nosso sistema judicial moderno em que o mais lamentável é o dó mostrado mais para o criminoso do que para aquele contra quem um crime foi cometido. E, novamente, gostaria de lembrar que o pecado é contra "a suprema majestade de Deus" (Catecismo de Heidelberg, 4 / 10).

Agora parece-me que devemos ser claros sobre o que se entende por amor e ódio. E a pergunta reconhece que uma compreensão desses dois conceitos é fundamental para o problema.

O amor é uma não sentimental e romântica emoção. Embora o amor certamente tem a ver com as emoções, as emoções são, naturalmente, uma parte da mente e vontade. O amor é muito mais do que um sentimento. Escritura nos dá o que é quase uma definição formal de amor em Colossenses 3:14: "E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade/amor, que é o vínculo da perfeição." A palavra traduzida como "caridade" em muitos lugares por nossos AV é, naturalmente, a palavra "amor". Agora, o texto diz que duas coisas sobre o "amor". É antes de tudo uma obrigação e, segundo, é um vínculo da perfeição. Esta definição tem de saber se estamos a falar do amor de Deus para si ou para nós, ou o amor que temos por Deus ou para o nosso vizinho. O amor é, portanto, um vínculo de amizade e companheirismo. Mas é um vínculo que é caracterizado pela perfeição.

Ódio, por outro lado, é exatamente o oposto. O ódio é repulsa, repulsa e recusa total para ter um relacionamento com alguém. Deus ama a Si mesmo como santo e perfeito Ser e tem comunhão consigo mesmo. Essa comunhão é um elo entre as três pessoas da Santíssima Trindade, que se caracteriza pela vida, amor e felicidade.

Deus ama o seu povo, até mesmo enquanto eles são ainda pecadores (Rm. 5:8). Impossível, você diz? Sim, é verdade! Mas é possível porque Deus os ama em Cristo e eles estão sem pecado, santos como Deus é, em Cristo. Ele estabelece com eles um vínculo de comunhão que é caracterizado pela vida, amor e felicidade. E tão grande é o amor de Deus que chega até nós através de Cristo e nos transforma numa igreja santa em que a santidade de Deus em si é revelada.

O ódio de Deus pelos ímpios é sua repulsa a eles por causa dos seus pecados. "Odeias a todos os que praticam a maldade." (Salmo 5:5), "Não:" Tu odeias a iniquidade ", mas" odeias todos os que praticam a iniquidade.") Deus não lhes dá nem mesmo por um momento qualquer sentimento de sua comunhão com lhes. Ele dirige-os longe de sua presença e faz com que experimentem a sua maldição. Quando eles morrerem, Ele coloca-os no inferno, para onde eles foram feitos para sofrer o julgamento justo dos seus pecados. E o inferno está tão longe de Deus o quanto se pode estar. Deus odiou Esaú, e não só os pecados de Esaú (Malaquias 1:3).

Somos chamados a amar a Deus, isto é, a entrar em comunhão com Ele, viver conscientes da comunhão com Ele e dar louvor a Ele como Aquele infinitamente santo. Nós amamos porque ele nos amou primeiro e no exterior derramando o Seu amor em nossos corações, Ele nos faz amá-lo (Romanos 5:5, I João 4:10). A obra de fazer-nos santos como Ele é inclui a obra de nos fazer amá-Lo, porque a santidade que vem de Deus nos atrai a Ele e à Sua comunhão.

No entanto, como já observado anteriormente, o decreto da reprovação de Deus está por trás do pecado do homem e da punição. Mais uma vez, isso é verdade, não em tal maneira que Deus é o autor do pecado do homem, mas de tal forma que a soberania de Deus é revelada no caminho do pecado do homem e justo castigo de Deus para o pecado. Podemos não gostar dessa verdade, podemos protestar contra ela, mas que seja sabido que as nossas objecções insignificantes e inúteis, não (graças a Deus!) alteram a verdade e nunca vão mudar o fato de que Deus é absolutamente soberano em tudo que Ele faz . Nós adicionamos ao nosso pecado, quando persistimos no nosso questionamento. É nosso chamado nos curvar em adoração e louvor.

A parte difícil vem em nossa vocação de amar o nosso próximo, quando o nosso vizinho é perverso. Quando o nosso vizinho é santo como nós, que é também um pecador salvo, é que o amor é (pelo menos, teologicamente, na verdade muito difícil) sem problema. Nós amamos nossas esposas, nossos filhos e nossos santos companheiros porque amamos a Deus com o amor de Deus. Temos comunhão com eles e vivemos no vínculo da vida, amor e alegria.

Mas alguns de nossos vizinhos são maus. Como podemos amá-los? Esta é a forma como devemos fazê-lo. A resposta parece tão óbvia. Porque o amor é o vínculo da santidade, nosso amor por eles é um desejo sincero de tê-los salvo. Nós não sabemos quem são as pessoas de Deus e quem não são. Esperamos e oramos para que eles possam ser eleitos, amados por Deus, e por isso procuramos a sua salvação. Isso não significa que deixamos as suas necessidades; Deus os colocou em nosso caminho, porque eles precisam de nós. Mas nós suprimos suas necessidades, a fim de procurar a sua salvação. Nós trazemos-lhes comida quando estão com fome, mas para que possamos mostrar o amor que Deus tem para nós, que somos pecadores indignos, temos, portanto, dizer-lhes que o amor, como Deus tem para nós, pobres pecadores, pode e também será deles, se se arrependerem de seus pecados e se converterem a Cristo na fé.

Obviamente, tal amor é um "rua de um só sentido", pois nos recusamos a ter comunhão com eles em seus pecados. Nesse sentido da palavra, nós os amamos, mas odeiamos o seu pecado. Nós, no nosso amor por eles, condenamos os seus pecados e buscamos o seu arrependimento. Nós nos recusamos a ter comunhão com eles em seus pecados, só porque nós os amamos e procurar sua salvação. Deus age em relação a nós, da mesma forma, embora num modo infinitamente superior. Ele mostra seu ódio ao pecado e Seu amor por nós dando-nos Jesus Cristo - quando ainda éramos pecadores. E em Jesus Cristo somos santificados e ter a verdadeira comunhão de amor com Ele.

Tal como todas as obras em nossas vidas é óbvio. Nosso amor por nossos vizinhos tem o mesmo duplo efeito que a pregação do evangelho, pois esse tipo de testemunho é autorizado pelo evangelho. Nosso amor por nosso próximo vai salvar ou endurecer. Ele vai salvar nossas esposas, nossos filhos, nossos santos companheiros e os eleitos de Deus entre os incrédulos. Mas o amor que mostramos aos nossos vizinhos também irá endurecer os réprobos no seu pecado. Deus é bom em todos os dons que Ele dá a eles e eles são endurecidos em seu ódio contra Deus. Assim, com os nossos dons para eles. Experimente uma vez. Vá para eles em nome de Deus e em nome de Cristo e quanto mais nós trazemos os nossos rogos sérios para eles se arrependem e crêrem em Cristo, mais se tornam irritados, pois eles não querem que lhes digam que eles são pecadores que perecerão se não se arrependerem.

Deus trabalha Sua salvação através de nós, pois Ele sempre usa Sua igreja para cumprir seu propósito no mundo. Com o aumento dos ímpios em seu endurecimento encontramos cada vez mais dificuldades de ter alguma coisa haver com eles. Eles não querem ter nada a ver conosco. Eles desprezam o evangelho que trazemos para eles e desprezam-nos por continuar a trazê-lo. Eles demonstram que odeiam a Deus e odiam aqueles que representam a causa de Deus no mundo. E assim o tempo vem quando o filho de Deus não pode nem mesmo ter o que se limita-uma-rua-de-um-sentido do amor. Ele não pode continuar a procurar a sua salvação, pois batem a porta na cara dele. Cada filho de Deus tem experimentado isso. E a resposta do crente é: "Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam" (Salmo 139:21)?


Para mim, assim como para outros que desejam sinceramente conhecer a verdade sobre estas questões, é essencial que comecemos com Deus e não com nós mesmos ou nossas concepções de como Deus deveria ser. Como eu disse antes, não podemos subir a escada do nosso próprio pensamento para alcançar a morada de Deus, que faz o céu o seu trono, e a terra escabelo de seus pés. Nós sempre acabamos por formar a nossa concepção de Deus de acordo com o padrão do que pensamos que Ele deveria ser.


Deus deve-se revelar, isto é, Ele tem de nos dizer quem ele é e o que Ele faz. A Escritura é muito, muito clara sobre como Deus é grande. Às vezes penso que seria bom para nós simplesmente sentar e ler Jó 38-41, pois, se nós realmente ouvirmos Deus falar, vamos dizer como Jó: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza."(Jó 42:1-6).


Ou talvez devêssemos ler pranto de Paulo, no final de Romanos 11: "O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."


Essa é uma convocação para colocarmos as mãos nas nossas bocas e nos debruçarmos na terra em adoração!


Calorosas saudações,

Prof Hanko

Tradução: Nuno Pinheiro

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pregação Chocante (Altamente recomendado)

Ordem e Decência

"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem" (1Co 14:40)

"Que cristãos cheios do Espírito Santo não se portam como se estivesse em transe ou agindo irracionalmente" (ICo 14.32)

"Que o Espírito Santo não anula a mente e a razão dos seres humanos" (1Co 14:32)

"Que o culto cristão não deve parecer delírio aos visitantes e não promover escândalos" (ICo14.23-25; 10.31-33)

"Que a verdadeira espiritualidade não traz confusão" (ICo14.33)

"Que o culto desorganizado é uma barreira à conversão" (1Co14.23-25)

"Que não há lugar na congregação para histeria, vãs repetições e mistérios que não fazem sentidos a igreja" (1Co14.6)

"Que promove o culto racional e inteligente" (Rm12.1)

Portanto não apoiam os movimentos exagerados de crentes, místicos, ritualistas, apegados ao mágico e tudo quanto é oculto.

Não façam parte dessas seitas.

"Persiste em ler, exortar e ensinar" (1Tm 4:13)

Sola Scriptura

domingo, 30 de agosto de 2009

Introduction to the Protestant Reformed Churches

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Apenas as Escrituras

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir." "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias" Martinho Lutero

Teologia Contemporânea

01. NEO-ORTODOXIA

A Neo-ortodoxia surgiu dentro de um contexto histórico e sucumbiu junto com o existencialismo e outros conceitos do século XIX e XX, a que estava ligada. O constante conflito e tensão em que coexistiu com outras correntes, dificulta a análise de seu papel na história da igreja, mas reconhecemos as contribuições feitas à teologia do Séc XX, como a unidade da escritura, o interesse pela teologia dos reformadores e pelos pais da igreja, a importância da doutrina da Cristologia e da pregação com a participação dos fiéis, a rejeição aos dogmas devido ao uso da dialéctica, do paradoxo e da crise e o novo interesse pela escatologia.

Os ortodoxos alegavam que os neo-ortodoxos abandonaram a ortodoxia protestante tradicional e que estavam propondo uma nova - errada; os liberais os viam como radicais, e os simpatizantes, como um esforço para voltar às ideias básicas da reforma, e até da Igreja Primitiva, para proclamar o evangelho numa linguagem apropriada ao Séc XX. Para os Neo-ortodoxos, os tradicionais e os liberais haviam perdido o entendimento sobre a fé, acomodando-se aos conceitos científicos de então. Usando explicações racionais, lógicas e coerentes, abriram mão dos paradoxos e destruíram sua dinâmica viva, dissolvendo sua tensão. Esses paradoxos deveriam permanecer sempre, pois é o que leva a uma fé verdadeira e dinâmica. Empregando a dialéctica em relação aos paradoxos da fé, precipitavam crises que passavam a ser a condição para a revelação da verdade.

02. DESMITOLOGIZAÇÃO

Em sua tese "O Novo Testamento e a Mitologia", apresentada numa conferência de pastores em Frankfurt no dia 21 de Abril de 1941, Rudolf Bultmann asseverou que a cosmovisão bíblica está irreconciliável com a ciência moderna e que o homem moderno, inserido num conceito científico do mundo, não poderia aceitar o conceito mitológico do mundo expresso na Bíblia. Bultmann interpretava o Novo Testamento pela óptica do existencialismo de Martin Heidegger, para quem o homem não poderia viver por tradições, por que lhe é essencial tomar decisões, o que só pode ser feito onde há opções. Procurando eliminar do texto tudo o quanto suspende o "Inter-relacionamento da natureza": as passagens "insustentáveis, inconcebíveis ou conflitantes", Bultmann reduziu Jesus a um mero homem e a relevância de Cristo assumiu um significado meramente subjectivo: na afirmação de que Cristo me ajuda porque é o Filho de Deus, a verdade seria que Cristo é o filho de Deus por que me ajuda.

Bultmann era obcecado com o conceito pseudocientífico da época de um universo fechado que não sofre intervenções de fora; sua tese era vista como um esforço para adaptar o cristianismo a conceitos modernos de vida e à filosofia existencialista. Mas são descobertas científicas recentes que respaldam vários conceitos da cosmovisão bíblica: as ogivas nucleares podem por fim à vida na terra, a genética confirma que temos ancestrais comuns, a medicina admite curas miraculosas, entre outros. Alguém educado no conhecimento científico moderno teria que reconsidera-lo.

Em toda a Bíblia há diversas passagens em que se faz uso da linguagem figurada, por que o significado absoluto das palavras não consegue expressar o divino. Mas não temos como afirmar que o que foi descrito em linguagem figurada seja mito. Noutras passagens, factos que Bultmann trata como mito são descritos de maneira literal e não há como demitilizá-los. O termo Logos indica o que é verdadeiro e histórico. João usa-o como um título de Cristo e Paulo como sinônimo do evangelho que proclamava. O Cristo da Bíblia é o Logos, não o mythos; Ele não precisa ser demitizado pelos estudiosos humanos.

03. HEILSGESCHICHTE

Um termo alemão que significa a "história da salvação", que designa a maneira de encarar a Bíblia essencialmente como uma história assim. Os textos referentes às outras áreas do conhecimento seriam meramente incidentais e não seriam dignos de crédito.

Essa abordagem despontou no Séc XIX com Bengel, Tübinger e Hofmann, entre outros, mas alguns prenúncios são percebidos desde os pais da igreja. Procurava ressaltar o âmago da fé e do pensamento cristão primitivo numa época em que a humanidade acreditava que as descobertas e inovações científicas e tecnológicas elucidariam tudo o que ainda era inexplicável para a razão, e poriam fim a toda forma de sofrimento.

Embora actualmente muitos prelados defendam a Bíblia somente nesta área, sem se preocupar com sua exactidão em outras, como a história, geografia, astronomia, geologia, medicina, etc, esta é uma perversão da forma original da Heilsgeschichte, que procurava enfocar em cada livro da Bíblia o propósito maior das acções de Deus.

04. TEOLOGIA DA SECULARIZAÇÃO

Este termo expressa a substituição gradativa do controle religioso oficial pela autoridade não-eclesiástica, promovida, entre outros factores, pelo humanismo renascentista, o racionalismo iluminista, o evolucionismo, o marxismo, o poder e a influência cada vez maior da ciência, o colapso das estruturas tradicionais (família, igreja, vizinhança) diante da tecnização da sociedade e da competição oferecida pelo nacionalismo, contribuindo para aquilo que Max Weber denominou de "desencantamento" do mundo moderno. É um estilo de vida que se inclina mais para o profano do que para o sagrado, mais para o natural do que para o sobrenatural, que tem sido alimentada por um lado, pelo colapso de um cristianismo unificado desde a reforma, e por outro, pela sociedade tecnológica moderna. Durante as décadas de 50 e 60 houve uma tendência para adaptar a teologia cristã ao secularismo, mas nas duas seguintes, despontou uma resistência vigorosa, apontando o secularismo como uma religião antagónica ao cristianismo e grande inimiga da fé cristã.

Sob a luz da Bíblia o secularismo está errado por que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do criador" (Rm 1.25). Este mundo tem valor por que Deus o criou, continua a preservá-lo e age para redimi-lo. Embora seja Senhor da história e do universo, Deus não pode ser identificado com um ou outro (panteísmo). Homens e mulheres existem em liberdade e responsabilidade diante de Deus e para o mundo num relacionamento definido pela mordomia e parceria.

05. ÉTICA SITUACIONAL OU CONTEXTUAL

A posição que declara que cada decisão moral relevante tem de ser tomada "à luz das circunstâncias". Na "aldeia global" que a era tecnológica gerou, os sistemas éticos existentes mostraram-se discrepantes ou insuficientes para acorrer às situações inusitadas com a multiplicação dos dilemas morais (guerra nuclear, aborto, contracepção, toxicomania, engenharia genética, etc), surgindo a necessidade de uma ética adequada aos novos tempos. A partir dos estudos de Brunner, Barth e Nygren, foi elaborado o conceito de que esta deveria ser independente de tudo o que lhe fosse anterior e o amor seria a norma única e auto-suficiente para a ação moral.

Estabelecendo o amor como única lei, a Ética Situacional torna-se atraente para os cristãos, mas, por não existir critérios, o fim deste amor não fica definido: é totalmente individualista, impulsivo e desobrigado. É óbvio que este não é o amor pelo qual Jesus disse que seus seguidores seriam reconhecidos. Mesmo em situações sem precedentes, o cristão, arraigado na Palavra de Deus, confia na inspiração do Espírito de Jesus para saber como agir, com amor.

06. TEOLOGIA DA ESPERANÇA

Forma de explanar a Bíblia, elaborada no final da década de sessenta por teólogos alemães e estadunidenses, enfatizando a ressurreição de Cristo como o início e a promessa daquilo que há-de vir; o cristão, um esperançoso, impaciente com o mal e a morte na presente era, e a igreja, uma entidade inquietante, confrontando a sociedade com todas as suas seguranças humanas, seus estatutos e seus absolutos inventados. A escatologia é vista como a perspectiva a partir da qual todas as outras coisas devem ser compreendidas recebendo seu significado apropriado e o Reino vindouro cria uma visão confrontadora e transformadora para a missão do Povo de Deus.

O eschaton é a concepção central da Teologia da Esperança, usando-o para afirmar o significado e a relevância de Jesus Cristo e dar ao cristianismo uma relevância pessoal e universal, fornecendo uma maneira de ver a missão da igreja inserida no contexto histórico. Decerto que nenhum modelo teológico pode ser absoluto, mas por enfocar tanto o fim, surgem perguntas a respeito do início, como a criação e a queda, o dualismo, a ressurreição, a condenação. No entanto, o resultado desta abordagem ainda está para ser vista na prática.

07. TEOLOGIA DA EVOLUÇÃO

O teólogo e antropólogo católico Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), apresentou uma interpretação da mensagem cristã em conformidade com a teoria da evolução de Charles Darwin, apresentando a cristianismo como uma fé na unificação do mundo com Deus. Entre os evangélicos, várias teorias tratam da interpretação de Génesis com as conclusões da ciência moderna. Enquanto uns a elevam a um novo paradigma a ser usado para reinterpretar a experiência humana, outros a consideram uma obra do diabo, sem qualquer mérito científico.

Os cristãos evangélicos têm a Bíblia como a Palavra de Deus e único guia infalível de conduta e fé. A Bíblia ensina que Deus criou a natureza para proporcionar ao homem uma vida digna; a relação do homem com a criação deve ser calcada na sujeição – autoridade, e dominação - responsabilidade. Como Ele o fez torna-se irrelevante.

08. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
Trata-se mais de um movimento que procura unir a teologia e as preocupações sócio-políticas do que uma nova escola de teoria política. Depois do Vaticano II (1965) e da Conferência dos Bispos Latino-Americanos (CELAM II) em Medelin, Colômbia em 1968, um número considerável de líderes adoptaram a TL como a voz da igreja católica latino-americana. Num continente onde a maioria da população é pobre e católico-romana, a TL declara que a luta é contra a desumanidade do homem para com o seu próximo e não contra a incredulidade. Temas teológicos desenvolvidos na América Latina, onde acontece sua expressão mais relevante e articulada, tem servido de modelo para outros povos.

A TL nos faz lembrar que a desumanidade do homem para com seu próximo é pecado e merece o castigo divino e a oposição dos cristãos, e servir a Jesus implica em sacrifícios pessoais e envolve consequências práticas em todas as áreas de actuação do ser humano, sejam sociais ou políticas. Sua fraqueza está na aplicação de princípios hermenêuticos enganosos e por afastar-se da fé cristã histórica. Ensina que Jesus é diferente de nós quanto ao grau de santidade e não quanto à natureza; desperta os cristãos para considerarem o impacto político e social da Sua vida e Sua morte, mas não enfatiza Sua divindade e que Sua cruz é o clímax da Sua identificação com os que sofrem e não uma morte vicária para desviar a ira de Deus e para triunfar sobre o pecado, a morte e o diabo.

O conceito de Deus não é determinado pela situação histórica, mas Sua revelação ao homem é constante e gradativa na história; a manipulação da Palavra de Deus para atingir objectivos individuais não nega Sua auto-revelação na Bíblia. É fato que em nossa sociedade há opressores e oprimidos, mas o cristão entende que ambos são confrontados pelo dilema do pecado e da nossa alienação de Deus. A ênfase que a TL atribui aos pobres dá a entender que eles são tanto o objecto da solicitude de Deus, como o sujeito da salvação e da revelação. Deus é a favor dos pobres, mas não faz nenhuma opção preferencial por eles, mas pelos pecadores. A TL politiza o evangelho a tal ponto que aos pobres é oferecida uma solução que poderia ser provida com ou sem Jesus Cristo. Teologia não é Ideologia.

09. TEOLOGIA DO PROCESSO

Este método baseia-se mais na filosofia do que na Bíblia, embora muitos dos seus proponentes usem o pensamento do processo como um modo contemporâneo de expressar os ensinos cristãos e de relacionar temas bíblicos com os conceitos do processo.

A teologia do processo tem vários aspectos recomendáveis: procura expressar uma visão de Deus e do mundo por um conjunto coerente e claramente definido de conceitos metafísicos; integra a ciência e a teologia, quando a ciência fornece dados e indícios para a teologia e vice-versa; defende a teologia natural e dá forma clara e dinâmica a um conceito dinâmico e pessoal de Deus, atribuindo-lhe qualidades pessoais como auto-consciência, criatividade, conhecimento e relacionamento.

Segundo os padrões racionais, há aspectos questionáveis na teologia do processo: se o modelo do processo trata com justiça, ou individualidade, a identidade própria de uma determinada pessoa em processo; se não coloca em dúvida a natureza infinita, intemporal e primordial de Deus, devido ao ensino da teoria da relatividade, que diz que não há nenhum presente simultâneo no universo e quanto à suficiência religiosa do panenteísmo (Deus no mundo).

Além desses problemas filosóficos, há algumas características da teologia do processo que, do ponto de vista da teologia evangélica, são contrárias às Escrituras. Um conceito de trindade que nega as três Pessoas, uma tendência nestoriana ou ebionita na cristologia, uma visão não sobrenatural da Bíblia e das obras de Cristo, a negação da preexistência e da predestinação divinas e um conceito fraco da depravação humana.

10. TEOLOGIA DO SER

A discussão do ser tem tido relevância dentro da teologia, no que se refere aos argumentos em prol da existência de Deus. Entretanto na teologia moderna o conceito do ser seguiu um curso bem diferente. Paul Tillich insistiu que Deus tende a se tornar um ser entre outros. No final Deus é reduzido a um modo de falar a respeito da existência e dos ideais humanos. Este conceito de Deus tem sido criticado como perigosamente próximo do panteísmo, e tão obscuro que desaparece em especulações filosóficas.

11. DISPENSACIONALISMO

A ideia da mordomia divina se destaca em várias passagens do NT (Ef 1.10, 3.2,9; Cl 1.25) como uma administração ou plano sendo levado a efeito por Deus neste mundo. O dispensacionalismo descreve o desdobrar deste plano em várias dispensações ou planos de mordomia no decurso da história. Uma dispensação seria uma etapa da revelação.

Paulo menciona três dispensações: a que antecede o tempo presente (Cl 1.25-26), a dispensação presente (Ef 3.2) e a futura (Ef 1.10); estas requerem uma quarta, a anterior à Lei, que precisaria ser dividida em duas, uma antes e uma depois da queda; e poderia ser incluída mais duas: uma depois do dilúvio e outra com a chamada de Abraão. Esse conceito de revelação progressiva não nega a unidade da Bíblia, mas reconhece a diversidade da revelação divina que se desdobra como essencial à unidade da Sua revelação completa.

Por tomar o princípio hermenêutico da interpretação normal, clara ou literal, insiste em que há por traz de cada figura de linguagem um significado literal. Assim a igreja que começou no dia de Pentecostes, e não no AT, não está cumprindo promessas feitas a Israel, que ainda serão cumpridas.

A maior objecção a essa teologia é que ela ensina que cada dispensação seria um modo de salvação, mas os dispensasionalistas afirmam que a salvação ocorre somente através da graça de Deus. O que muda é o conteúdo da fé nas várias dispensdações, caso contrário, negar-se-ia a natureza progressiva da revelação.


12. FUNDAMENTALISMO

O Fundamentalismo surgiu durante a Primeira Guerra Mundial nos EUA com o propósito de reafirmar o cristianismo protestante ortodoxo e de defendê-lo dos pensamentos considerados danosos. O enfoque do movimento, suas fileiras e o próprio significado do termo mudaram várias vezes, embora tenham mantido uma continuidade essencial de espírito, crença e método.

Foi um movimento próprio da sociedade estadunidense na primeira metade do Séc XX, caracterizada pela tensão entre o conservador e inovador, campo e cidade, interior e litoral. Apresentavam suas críticas com equidade, argumentos cuidadosos e consideração às dos seus oponentes. No início o movimento cresceu pela adesão de indivíduos, igrejas e seminários isoladamente. Na década de quarenta houve a fundação de igrejas, seminários e convenções principalmente no sul dos EUA. Ao perderem em argumentos contra os evolucionistas e modernistas, e a aceitação maior da neo-ortodoxia, os fundamentalistas se entrincheiraram em suas instituições e, em consequência, foram rotulados de divisores, anti-intelectuais, despreocupados com os problemas sociais e de até de tolos. Em tempos recentes, nos anos setenta, destacaram-se nos círculos cristãos e na mídia dos EUA, por apontar o humanismo secular como o responsável pela crise social, económica e religiosa nesse país, e lutaram contra tudo que consideravam seus rebentos: o evolucionismo, o liberalismo político e teológico, a moralidade frouxa, a perversão sexual, o comunismo, o socialismo e tudo o que diminuísse a autoridade absoluta e inerente da Bíblia.


OBS: Eu não tenho acesso a biografia deste artigo que foi feito há muito tempo atrás. Assim que eu encontrar, colocarei no blog.

PEDOBATISMO REFORMADO

“Alguns espíritos mal-intencionados se levantam contra o nosso hábito de batizar crianças, como se essa prática não tivesse sido instituída por Deus, mas se tratasse de algo inventado pelos homens recentemente, ou ao menos pouco tempo depois dos apóstolos. Em face disso, achamos que, por dever de ofício, é preciso confirmar e fortalecer, nesse ponto, as consciências fracas e refutar as falsas objeções dos enganosos oponentes, com as quais eles poderiam perverter a verdade de Deus no coração das pessoas simples, não suficientemente preparadas para contestar suas astúcias sutis e hipócritas.João Calvino.

Comunismo

Vos, editado pela Puritanos. Dei uma olhada na pergunta referente ao oitavo mandamento. É interessante ler os comentários de Vos sobre o alcance geral deste mandamento.

"(...) Segundo o que a Bíblia ensina, o comunismo é errado a princípio. Não é errado meramente em alguns de seus aspectos ou práticas, ou por causa dos abusos a ele asociados, mas é errado e maligno na sua idéia fundamental. Se pudéssemos imaginar um "perfeito" estado de comunismo, em que não houvesse tirania, campos de concentração, polícia secreta, propaganda política, nem censura de informações, ele ainda seria inerentemente pecaminosos e maligno"

"O capitalismo viola a lei moral de Deus pelos males e abusos a ele vinculados; o comunismo viola a lei moral de Deus por sua própria natureza e idéia fundamental."

"O princípio do comunismo é a posse coletiva da propriedade imposta pelo Estado. Isso pressupõe que a posse particular do indivíduo é um mal que só pode ser tolerado em pequena escala, como uma concessão à natureza humana. isso é contrário à Bíblia, que ensina que a propriedade privada é um direito dado por Deus. O ser humano individual, como portador da imagem de Deus, deve ter o direito à propriedade privada e a aquisição de riqueza, se for para desenvolver a sua personalidade conforme o propósito de Deus e para O glorificar plenamente na sua relação com o seu ambiente. A imagem de Deus no homem abrange a implicação de que o homem deve ter o domínio sobre a Terra (Gn 1.27-28); mas o homem é essencialmente um indivíduo, com alma e consciência individuais, com competências e habilidades individuais, com esperança e desejos individuais."

"O comunismo procura fundir o indivído à massa da humanidade e isso envolve o sacrifício do elemento essencial da personalidade do homem, como portador individual da imagem divina e mordomo de Deus com domínio sobre uma parcela da criação de Deus."

"O comunismo assume que o individuo existe por causa da massa, da sociedade, mas isso é contrário à Palavra de Deus, a qual nos ensina que a sociedade e todas as instituições sociais existem por causa do indivíduo, paa que ele possa alcançar o propósito divino da sua vida e assim glorificar a Deus."

"É o indivíduo quem possui uma alma mortal, uma consciência e a capacidade para a comunhão com Deus. Essas coisas sobreviverão a esse mundo e existem para sempre. Elas é que dão dignidade e valor reais à vida humana."

"Qualquer sistema que considere o ser humano individual como sem importância e busca amalgamá-lo à massa supostamente pelo bem-estar da "sociedade" é fundamentalmente errado e anticristão. Isso se aplica tanto à propriedade coletiva compulsória quanto às outras subversões da individualidade da personalidade humana."

"...O Estado deve proporcionar as condições para que os negócios privados sigam adiante, e deve regulamentá-lo em prol da justiça, mas não deve suplantá-lo competindo contra ele. Deus instituiu o governo civil para promover o bem-estar das pessoas pela manutenção da justiça na sociedade humana (Rm 13.4), e não para se firmar como um colossal empreendimento coletivo em concorrência com os seus próprios cidadãos."

"...o oitavo mandamento impõe a "frugalidade" como um dever cristão. Isso é o contrário do desperdício, um pecado especialmente peculiar à nossa sociedade consumista, do qual os crentes, certamente, não estão isentos. Às vezes, a má administração da abundância leva ao desperdício, isso pode explicar parcialmente a causa dele, mas não o justifica. "

"Mesmo quando há muito à disposição é um erro desperdiçar qualquer coisa que possa sustentar ou enriquecer a vida humana, ou que tenha custado recursos naturais e esforços humanos para ser produzida. Os nossos bens não são nossos para usá-los ou gastá-los como bem quisermos. Eles nos foram confiados por Deus para sermos seus despenseiros, dos quais prestaremos contas a Ele. Se não nos tornarmos parcimoniosos e econômicos em função da obediência consciente à lei de Deus, pode vir o dia em que sejamos obrigados a praticar a economia por absoluta necessidade. "

"Igualmente digna de ser repreendida como o desperdício é a insensatez de gastar muito dinheiro com luxos desnecessários, como também com várias formas de auto-gratificação prejudiciais ao corpo e a alma. Os crentes, ao usarem os bens que Deus lhes confiou, devem considerar seriamente se são culpados de auto-gratificação carnal."

No que me diz respeito, o Catecismo Comentado é uma das obras que não podem deixar de estar na estante daqueles irmãos chamados a exercerem cargos de liderança na igreja e também dos vocacionados para exercerem cargos públicos ou políticos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quem sou eu?

Luan Marçal é o meu nome, moro em Lisboa-Portugal. Nasci no Brasil, fui criado no Brasil, vim para Portugal para dar procedimento aos meus estudos, actualmente estudo Teologia no IBP - Instituto Bíblico Português, espero iniciar o curso de direito na UAL – Universidade Autónoma de Lisboa. Sou uma pessoa muito comunicativa e que acima de qualquer coisa acha que o conhecimento é a chave para libertar os homens das garras da ignorância. Eu utilizo msn, orkut, youtube, skype, facebook, entre outros. Se queres se comunicar comigo através desses sítios ou programas é só me falar que eu passo meu contacto, acho mais prudente assim, visto que muitos se utilizam desses dados que deixamos aqui para poder nos ofender, atacar entre outras coisas, ou por até mesmo irmos contra alguma opinião. Eu particularmente estou sendo ameaçado, difamado e perseguido por um velho que se diz “cristão” da Igreja Assembleia de Deus do Porto, por isso, é bom ocultar os dados. Mais se você quer apenas conversar comigo é só me pedir que eu passo, sem problemas.

Eu sou um pessoa que não sou nada, mas, conheço o EU SOU, o Deus que sirvo e Nele posso toda as coisas, sou uma pessoa que tenho muita vontade de ajudar as pessoas... ao longo da minha vida, eu já tive muita coisa... Hoje vivo para servir a Deus, Ele é minha prioridade.

O Luan Marçal é a soma de tudo isso, mas eu definiria que realmente sou somente uma coisa... a minha palavra e nada mais. A palavra que falo, é o que declaro como uma decisão ou afirmativa que eu faço... eu digo que poderei construir muitas coisas, mas somente uma coisa que poderá sobreviver o tempo... a minha honra e junto com elas, minhas palavras também poderão ser perpetuadas pelos tempos... Minhas palavras são a soma de minhas experiências... cada declaração ou texto são escritos com o que sinto... e cada vez mais isso tem se tornado verdade e quero que sempre serei lembrado como uma pessoa honrada e palavra.

Adoro conversar e discutir - construtivamente - assuntos relacionados a Teologia. Sou bastante polémico LOL. Eu sou calvinista! Entendo que a síntese calvinista é a melhor expressão da teologia bíblica. Geralmente quando digo isto suscito duas atitudes entre as pessoas que me ouvem: indiferença que conduz a intolerância e alegre alívio que conduz a convivência. Quando me converti em uma Igreja chamada "Igreja de Cristo" no Brasil cujo pastor tinha uma posição mais arminiana - não tinham nenhuma ideia do que vinha a ser calvinismo. O meu contacto com o calvinismo se deu a pouco tempo, e em particular após ter contacto com pregações de cunho reformado através do site da editora fiel, onde os fundamentos reformados foram ganhando sentido em minha vida… Através de um amigo no seminário onde estudo, foi onde conheci o Calvinismo e percebi que é um sistema bíblica. Sou calvinista porque creio plenamente na soberania de Deus. Eu sou calvinista não só pelo T mas pelo U, L, I e P. Em suma, sou calvinista porque a Bíblia ensina assim e um dia eu decidi deixar de lado o que "eu achava" para crer no que Deus ensina.

Eu baseio em 1 frase o porque sou Calvinista: Sou calvinista porque, este sistema doutrinário é fiel às Escrituras Sagradas, exaltando o Criador acima de tudo e de todos!

Sola Escriptra, Sola Fide, Sola Gracia, Solus Cristus, Sole Deo Gloria

Ps: Esse meu desenho foi feito pela Miriam Almeida. Houve uma certa ironia no desenho, vocês devem perceber LOL, mas está fixe.