Luan Marçal

domingo, 1 de novembro de 2009

As 95 Teses de Lutero

Musica Castelo Forte escrita por Marinho Lutero. Essa musica foi essencial na Reforma Protestante.

Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante, de onde posteriormente veio a Igreja Presbiteriana, e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas.



Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese

Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese

E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese

Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese

Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese

O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese

O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese

Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese

Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese

Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema

10ª Tese

Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese

Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese

Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese

Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese

Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese

Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese

Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese

Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese

Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese

Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese

Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese

Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese

Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese

Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese

Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese

Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese

O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese

Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese

Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese

E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese

Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese

Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese

Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese

Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese

Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese

Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese

Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese

Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese

Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese

É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese

O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese

É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese

Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada

48ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese

Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese

São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese

Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese

A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese

Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese

Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese

Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese

São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese

Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese

Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese

O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese

Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese

Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese

Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese

Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese

As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese

Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese

Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-

70ª Tese

Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese

Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese

Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese

Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese

Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese

Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

78 ª Tese

Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese

Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.

78ª Tese

Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese

Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese

Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese

Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82 ª Tese

Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?

83ª Tese

Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese

Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese

Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese

Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese

Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese

Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese

Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese

Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese

Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese

Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese

Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94ª Tese

Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese

E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

Dia 31 de outubro dia da reforma!




Reforma Protestante...

No dia 31 de Outubro celebramos a reforma protestante. Eu tive o privilégio de estar pela segunda vez no fórum da Igreja Reformada de Massama a ouvir homens de Deus a falar sobre a Reforma. Reforma protestante... Homens corajosos, que se desbravaram em protestar os erros da Igreja da época em que pessoas eram jogadas no fogo, mortas por qualquer tipo de condenação; homens usados por Deus para que a Verdade fosse estabelecida e que o verdadeiro Evangelho fosse pregado assim como foi os dos santos Apóstolos.

Deus seja louvado por tal grande façanha desses heróis da Fé, que inspirados em Jesus Cristo, fossem até ao fim com suas idéias bíblicas e muitos sim foram mortos pela fé reformada protestante verdadeira, mas muitos foram honrados por Deus pelas doutrinas que ficaram até hoje, para que aqueles que devem ser salvos até a vinda de Cristo, conhecessem a verdadeira fé, e sabemos que essa missão também é nossa: De proclamar a fé reformada em todo o lugar, instes a tempo e fora de tempo.

Um dos pilares da reforma dizia que ela deveria ser constante, toda vez que se verificasse um erro, um ensinamento contrário as escrituras a reforma deveria ser realizada, como cristãos estamos sempre nos reformando, no sentido de nos moldarmos a Palavra de Deus que é fiel e digna de toda aceitação. É nesse sentido que penso em REFORMA, não uma simples mudança de organização religiosa mais sim uma mudança individual que movida no coração de cada cristão genuíno ocasiona um impacto na sociedade, e principalmente na igreja de Cristo. A reforma ainda não chegou ao seu ideal utópico, seu marco acontece em 31 de outubro de 1517, trazendo a luz aos homens, através do acesso a escritura, entretanto, precisou realizar seu ápice que é vivermos como cristãos genuínos amparados e de acordo com as escrituras. Como marco é válido para lembrarmos-nos do alvo que precisamos alcançar, verificando os erros e a coragem dos percursores reformadores. Que Deus faça uma nova reforma em nossas vidas, como igreja santificada em Cristo para que o mundo veja a luz, reforma essa no sentido de esvaziarmos de nós mesmo e permitamos que Jesus esteja presente em nossas vidas como povo de Deus, afirmando as escrituras. Quem foram os reformadores? Homens de fé ! Que arriscaram suas próprias vidas em nome do evangelho, em nome da salvação pela fé em Jesus Cristo...

Confesso que meu coração se entristece, pois, ao lembrar-se desses grandes homens nessa ilustre data, lembro-me também da situação da igreja evangélica nos dias de hoje, onde calhordas ludibriam os leigos e, um "evangelho" (que não tem nada a ver com o Evangelho que nosso Senhor Jesus pregou) é pregado nossos púlpitos das grandes catedrais suntuosas onde o dinheiro rola solto por trás dos bastidores...

SIM, PRECISAMOS DUMA NOVA REFORMA! Mas precisamos de organização também, pois, creio que todos aqui são ou pelo menos tem um ponto crítico... E às vezes as idéias entram em atrito.

O lema da reforma:

Sola Gratia
Sola Fide
Solus Cristo
Sola Scriptura
Soli Deo Glória

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Conferencia Fiel para Pastores e Lideres em agua de Madeiros





Nos dias 26 a 29 de Outubro estive na 9ª Conferencia Fiel para Pastores e Lideres em agua de Madeiros. Foi minha segunda vez no evento, sendo um momento bastante abençoador e edificante para minha caminhada crista e arrisco dizer para as varias pessoas presentes lá. Vou colocar algumas fotos e vídeos da conferencia para os irmãos verem, quem sabe no próximo ano você possa aparecer na conferencia.
Pude ter o privilegio de ouvir homens de Deus sendo utilizados por Deus para trazer edificação aqueles pastores que se reuniram em água de Madeiros para conferencia. Estacam vários participantes na conferencia, contanto com pastores, presbíteros, seminaristas e lideres da Igreja em geral.

Neste ano, os preletores da conferência em Portugal foram: Rev. Augustos Nicodemus, Pr. Stuart Ollyot, Mike-Gilbert Smith e John I olmar. Quem dirigiu as palestras nos primeiros dias foi João Custódio Nunes, pastor da Igreja Evangélica Baptista de Tomar e da Igreja Evangélica Baptista de Ortiga.

Por um lado, os evangélicos portugueses são gratos pelo serviço que os brasileiros prestam em nossas igrejas. Eles estão sedentos por auxílio, cooperação e encorajamento dos irmãos brasileiros. Eles usam com avidez a literatura estrangeira traduzida pela editora fiel, mas também a literatura produzida por autores brasileiros. E muitos brasileiros têm dado bom testemunho aqui em Portugal. Por outro lado, vários brasileiros acabam reproduzindo em Portugal muitos dos pecados que tem cometidos no Brasil.





Oramos, que a conferencia fiel no próximo ano possa trazer mais pastores e lideres, e que Deus esteja a levantar pregadores jovens conservadores em Portugal.

Quero compartilhar com os irmãos uma das palestras que estivemos, essa é do Rev. Augusto Nicodemus, pastor presbiteriano.

domingo, 4 de outubro de 2009

A Atenas Pentecostal

"E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade). E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós." Actos 17:19-27

Existe um grupo entre os evangélicos denominados pentecostais ou carismáticos (que com as devidas diferenças as semelhanças são avassaladoras) que é muito religioso e que tem muito não só de babilónia (na sua sede de crescer e de comercializar) mas de Atenas (na sua parolice e insubstância).

Ora vejamos duas considerações: A fé cristã é uma fé histórica, isto é, pode-se encontrar nas evidências históricas os seus registos de eventos e também encontrar paralelos e desenvolvimentos sequenciais e ininterruptos ao longo da história da igreja em fé e prática. A fé cristã é também uma fé espiritual ou sobrenatural, isto é, implantada pelo próprio Deus nos corações dos eleitos que foram predestinados para a vida e unidade em Cristo Jesus.

Um pentecostal não tem nem a primeira das considerações em pleno acordo e muito menos a segunda das considerações, isto é, esse movimento é desprovido de uma fé histórica e identificativa com os grupos ortodoxos de cristãos encontrados em todos os tempos da vida da humanidade (desde a criação do primeiro homem até hoje), nem a fé que eles afirmam ter provém de Deus pois eles mesmos afirmam que eles é que ACEITARAM Cristo ou que eles é que ESCOLHERAM Deus, isto é, eles exerceram uma fé natural em si mesmos de uma forma parcial com recursos aos meios que Deus disponibilizara mas que deles dependia.

Este é o primeiro ponto que eu gostaria de afirmar e acusar qualquer grupo pentecostal de se rebelar contra a firme revelação da doutrina da Graça Electiva do Eterno Deus. Que fique claro, que minha posição não é minimamente aberta a quaisquer consideração ou dependente de qualquer caso particular. Lemos em Zacarias que Deus falou que a sua casa seria chamada CASA DE VERDADE, e isto que é a principal evidência da presença do Espírito Santo de Deus nós não encontramos em grupos pentecostais.

Dito isto, afirmo que encontramos uma distância tão larga e profunda entre a Igreja Verdadeira (não chamo de perfeita) e essa coisa travestida, como poderíamos encontrar entre a igreja primitiva e os gregos de Atenas, registada em Actos.

1º- Para eles a doutrina cristã bíblica e histórica é uma "nova doutrina". Como pode alguém ser completamente estranho ao evangelho de Cristo Jesus e usurpar ser alguma coisa?

2º- Falando com qualquer pentecostal, um crente tem ideia que está a falar para o planeta Marte, não porque existam marcianos lá que falam outras línguas ou línguas estranhas, mas por estarmos a falar para pedras mudas e surdas. São coisas estranhas as coisas de Deus para essa gente.

3º- Um pentecostal só quer falar e ouvir novidades. Falta dizer aqui que ainda acrescentam aos atenienses o cantar novidades do último álbum do Brasil ou da Austrália horrivelmente tocado ou em condições acústicas e sonoras que levaria qualquer apreciador de música a se condoer dele e dos vizinhos também.

4º- Falar em superstição e pentecostalismo é um risco de pleonasmo. Não existe nada mais num coração de um pentecostal do que uma mística pagã acerca do bem e do mal, mascarado de cristianismo.

5º- Deus desconhecido para eles é o mínimo dos seus problemas, pois o triste está na teimosia de não quererem conhecer! São teimosos e orgulhosos em suas experiências místicas.

6º- Deus para eles é carente e um pedinte: pede para o pecador deixar Deus entrar no seu coração, pede para o crente deixar transformar sua vida, pede para o triste deixá-Lo alegrar sua casa, pede por favor que não seja recusado quando bate na porta de seus corações... enfim, fazem Deus um mendigo.

7º- O Deus verdadeiro é por demais diferente e Paulo passa a explicar aos pentecas de nossos dias na sua Atenas espiritual: Deus é um Deus eterno, criador dos céus e da terra, determinando todas as coisas e as havendo ordenado não podem ser frustradas. A igreja e só a igreja que entende Deus assim é que pode estar segura de sua confissão de estar nos LIMITES de SUA HABITAÇÃO.

8º- Um pentecostal ou um carismático, salve as ínfimas diferenças, é um cego que tacteia sem saber para onde vai e nem de onde vem. Cego que não vê tem desculpa, porém cego que nasceu com olhos que enxergam e cabeça que conhece o certo e o errado, já está condenado se teimar em permanecer no erro, nas trevas e rejeitar Cristo. Se fosse possível chegar a Deus pelos esforços humanos, creio que os pentecas seriam os primeiros a chegar. Como não é possível, o esforço que fazem é como o tipo que num buraco quanto mais escavar mais longe fica da saída...

9º- Como eu não creio que um pentecostal possa estar seguro em sua confissão por Cristo, e creio num Deus tão enorme que salva os pecadores, cegos, aleijados como eu sou exemplo, eu posso confiar e apresentar Cristo para essa gente miserável e crer que Deus tem poder para os salvar e lhes mostrar a alva.

Para concluir, queria dizer que bem mais simples é ser como os hipócritas que sorriem para os pentecas e no fundo os desprezam ou minimizam e ainda têm deles a honra e a consideração. Não quero nem honra nem consideração por mim, mas por Cristo e pelo Seu evangelho que é poderoso para salvar.

Cristo justifica o ímpio. Penteca, se creres no Cristo ressurrecto e verdadeiro SEGUNDO AS ESCRITURAS, serás salvo tu e tua casa, quem sabe tua igreja... O Senhor tenha misericórdia de ti e que a sua bênção que enriquece a alma te salve da tua miséria perversa e abominável que te condena diante da sua justiça e santidade!

Creiam em Deus incrédulos atenienses pentecostais!

Autor: Ir. Nuno Pinheiro

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Penteca que Peca, Peca Daqui e Peca de lá...

A mais sublime das reclamações dos pentecostais está na sua reivindicação de ser ou estar num processo de ser igual à igreja primitiva. Aparentemente é coisa boa, supostamente parece ser coisa santa, porém é uma grosseira acusação contra Deus e particularmente gravoso contra o Espírito Santo que tem conduzido a igreja quer então quer agora, nunca a tendo deixado.
Eu reforço um pensamento aqui, como tenho tentado demonstrar muitas vezes: - a igreja pentecostal não tem insuficiência de conteúdo, tem ausência de qualquer porção do conteúdo cristão bíblico e histórico! Nada, mesmo nada de nada, se aproveita quer para a fé quer para a prática de qualquer um que ame a deseje seguir a Cristo em obediente vida nesta terra ou mundo tenebroso.
No tempo de Jesus havia pra lá um grupinho de "crentes", ou melhor dizendo, de religiosos, que eram grandes cobradores e mercadores, e reivindicavam para si o ser igual a Moisés na pura representação procurativa - sabem aonde conduziu esta inclinação perversa e equivocada de seus corações? Suas mãos acabaram por ficar manchadas pelo sangue do Justo.

Esses fariseus e saduceus e pentecas da época, também ignoravam voluntariamente o que Deus tinha feito até aquele momento na história do Seu povo eleito. Deus não dependia deles e Deus no seu aparente silêncio não deixara Israel por um minuto entregue ao vento da sorte ou do infortúnio. Assim é hoje, aliás como sempre foi!

Os hipócritas de nossos dias assumem muitos nomes, mas os que estão mais perto por razões várias são denominados de pentecostais e estão permeando todas as confissões cristãs poluindo o culto ou adoração, o governo e os sacramentos da igreja de Cristo!

O pentecostal até quando fala certo ele peca, porque faz plágio e não refere donde plagiou! Querem ser a igreja primitiva e desprezam o que Cristo tem feito pelo Seu Espírito nos últimos 2000 anos na Sua igreja; desprezam suas confissões, suas lutas pela verdade do evangelho, sua integridade, seu exemplo de piedade, seu exemplo de fé e seus ensinamentos. São filhos rebeldes à imagem de Caim ou de Esaú.

Os farisecas do tempo de Cristo também julgavam ser necessário voltar a Moisés e por isso rejeitaram Aquele a quem Moisés apontou como maior e que haveria de vir e deveria ser esperado - O Senhor Jesus Cristo! Eles até viram sinais maiores do que aqueles que Moisés fizera, apesar de seus olhos impuros não enxergarem assim - queriam ver mares se abrindo, mas Jesus andou sobre ele; queriam ver pragas infestando seus inimigos, mas Jesus andou os curando; queriam ver maná caindo do céu, mas Jesus andava os ensinando.

Os farisecas de nossos dias têm as Escrituras, eles que as leiam e as ouçam dêem ouvidos ao que nela se encontra escrito. Não querem olhar para a história porque têm medo do que vão encontrar. Iriam descobrir que não foram um desenvolvimento genuíno de doutrina ou de fé da parte de Deus no Seu povo, mas iriam ver que já tiveram ao longo da história muitos nomes e assumiram muitas formas dentro do mesmo conceito de perverso entendimento.

Ó pentecas incircuncisos de coração, tenham o cuidado de ouvir o que Deus diz na Sua Palavra Sagrada, não dêem ouvidos a espíritos enganadores e convertei-vos e vede vossa miséria e recusai andar na força do vosso braço. O Senhor tem o perdão e a cura para vossas almas. Não sejam amantes de prazeres e deste mundo.

Convertei-vos verdadeiramente ao Deus Verdadeiro. Creiam em Cristo, SEGUNDO AS ESCRITURAS!


NP

http://missaoreformada.blogspot.com/2009/09/penteca-que-peca-peca-daqui-e-peca-de.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Viva o PNR!



domingo, 20 de setembro de 2009

Estou machucado :(



Caro Leitores,

Vou ficar ausente por alguns dias neste BLOG. Machuquei o meu dedo indicador, por isso, tive que fazer cirurgia plástica para reconstrução do dedo e enxerto. Além de tudo, trabalho o dia inteiro, saio do trabalho e vou estudar. Chego em casa bem tarde e vou dormir.

Assim que o meu dedo ficar melhor, vou começar a escrever artigos no BLOG. Como todos devem saber, digitar sem os dedos é complicado. Já está sendo bem complicado digitar esse pequeno texto.

Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo; pois tu és o meu louvor” Jeremias 17:14

Que Deus vos abençoem

sábado, 12 de setembro de 2009

Igreja Reformadas são uma Nova Seita?

Clica na imagem para ampliar





Talvez você tenha ouvido falar de uma igreja reformada. Esta igreja tem um ensino, um padrão de culto, governo, e um estilo de vida bem diferente de muitas igrejas que se chamam evangélicas.

Talvez alguém já tenha lhe falado: “Cuidado! É uma seita, uma seita nova”.

Se você não tiver medo da verdade, convido-o a ler um pouco sobre o que são verdadeiramente as Igrejas Reformadas. Depois de tomar melhor conhecimento dos fatos, você pode tomar uma decisão sobre a pergunta que é tema desta postagem.

A Grande Reforma Protestante (1517)

Nos quase 1500 anos entre a Igreja Primitiva e a reforma Protestante, a Igreja estava se desviando mais e mais da Pureza da doutrina e da adoração que a Bíblia ensina. A Igreja através dos séculos estava afundando mais e mais na superstição da igreja Romana. Mas Deus sempre manteve um remanescente fiel que conhecia o verdadeiro evangelho: Que Deus salva pecadores por pura graça, não por obras.

Na grande Reforma protestante, Deus usou homens como Martinho Lutero e João Calvino para reformar a Igreja. O intuito dos reformadores em especial João Calvino e seus sucessores, nunca foi estabelecer uma nova Igreja. Eles entenderam que estavam reformando a única Igreja de Cristo e trazendo-a de volta à doutrina e práticas das Escrituras.

As Igrejas Reformadas do Brasil são ligadas pela historia e pela confissão de fé apostólica com todas as igrejas Fiéis que voltaram à pura doutrina e à verdadeira adoração bíblica na Grande Reforma. A Grande Reforma redescobriu a ligação Bíblica com a igreja primitiva apostólica, e assim as Igrejas Reformadas têm uma linhagem que vai até os tempos apostólicos.

As Igrejas Reformadas no Brasil: Primeira Igreja evangélica no País (1555-1558)

Em 1555, iniciou-se a colônia Francesa na Baía de Guanabara, onde hoje se encontra a cidade do Rio de Janeiro. Em 1557, chegou um grupo de Cristão reformado, junto com vários pastores mandados pelo reformador João Calvino. Assim os primeiros cultos evangélicos no país foram celebrados no Rio de Janeiro, por uma Igreja Reformada francesa.

A Igreja Reformada da Baía de Guanabara: primeiros mártires brasileiros (1558).

Infelizmente os reformadores foram traídos e perseguidos pelos romanistas franceses, assim a Igreja Reformada foi dizimada. Os primeiros mártires brasileiros pelo evangelho do Senhor Jesus Cristo forma membros da Igreja Reformada. Antes de morrerem, eles escreveram a confissão de Guanabara – A primeira confissão de fé do novo mundo.

As Igrejas Reformadas do Nordeste: Primeira Igreja missionária do Pais (1630-1654).

Muitos conhecem o nome Mauricio de Nassau, que governou o Brasil holandês com uma tolerância e sabedoria muito adiantada para sua época. Poucos sabem que o Conde Nassau fazia parte da família real da Holanda. A família Nassau estava sob juramento de defender a fé
reformada e promover a tolerância religiosa e liberdade de consciência.

Durante anos que Pernambuco e uma grande parte do Nordeste ficaram debaixo do governo holandês, as Igrejas Reformadas embarcaram num projeto missionário impressionante. Dezenas de pastores e missionários pregaram a fé reformada em vários idiomas: inglês, francês, espanhol, holandês, português, e até em Tupi (Língua Indígenas).

O catecismo de Heidelberg, que ensina o caminho da salvação, foi traduzido em tupi. Muitas aldeias conheceram a graça de Deus em Jesus Cristo, e muitos indígenas se converteram ao Senhor. Você já ouviu falar do famoso índio Poty? Ele foi membro da Igreja Reformada.

As Igrejas Reformadas e a Tradução da Bíblia em português (Séc XVII e XVIII).

Convido a você a abrir sua bíblia nas primeiras páginas. A grande maioria das Bíblias usadas no Brasil faz uso da tradução de um tal de “João Ferreira de Almeida”. Quem foi este homem? Ele foi um dos primeiros portugueses a abraçar publicamente a fé reformada, em 1642. Mais tarde ele se tornou um pastor das Igrejas Reformadas numa região da Ásia onde se fala português, e iniciou o trabalho de traduzir a Bíblia para a língua portuguesa. A obra que se iniciou foi completada por outros pastores reformados no séc XVIII.

As Igrejas reformadas e a segunda Vinda da Igreja Evangélica para o Brasil (séc XIX).

No séc XIX, depois de muitos séculos, a igreja voltou para o Brasil. Foram os Presbiterianos e Congregacionais que trouxeram a Pregação reformada ao Brasil: Deus salva pecadores por pura graça não por obras. É importante observar que as igrejas Presbiterianas e Congregacionais originalmente foram herdeiras da Grande Reforma Protestante por meio de Genebra, que é o berço das Igrejas Reformadas.

As igrejas da reforma no continente da Europa costumam chamar-se “Igrejas Reformadas”, enquanto as igrejas da Grã Bretanha e nos Estados Unidos costumavam chamar-se de “Presbiteriana” ou “Congregacionais”.

As Igrejas Reformadas no Brasil (séc XX e XXI).

No decorrer do séc XX, várias Igrejas reformadas foram estabelecidas no Brasil por imigrantes vindo da Holanda. No ano de 1970 as Igrejas Reformadas do Canadá iniciaram trabalhos missionários em pequenas aldeias de pescadores entre Recife e Maceió, na mesma época, as Igrejas Reformadas holandesas iniciaram uma obra missionária no estado do Paraná. Hoje existem Igrejas Reformadas oriundas da Reforma Protestante continental em muitos estados e cidades do Brasil.

Qual sua Conclusão?

As Igrejas Reformadas vêm da Grande Reforma Protestante do séc XVI, e através desta reforma tem um ligação com a igreja primitiva apostólica. O primeiro culto evangélico no Brasil foi feito pela Igreja Reformada, já no séc XVI. Os primeiros mártires brasileiros forma membros da Igreja Reformada. A primeira confissão do novo mundo foram escritas, e desenvolvidas por membros da Igreja Reformada. A tradução da Bíblia em Português foi por um pastor reformado.

À luz deste fatos, o que você vai responder quando alguém, que faz parte de uma igreja que apareceu apenas a 100 anos atrás, lhe disser que as Igreja Reformadas são uma nova seita?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Igreja Lusitana (Anglicana), Igreja Luterana e Igreja Pentecostal

Vejam o relatório que eu fiz há no ano passado, sobre as visitas que fiz nestas igrejas:

Igreja Lusitana (Anglicana)

Estive na Igreja Lusitana em Lisboa. Fiquei bastante impressionado e surpreendido com a forma da liturgia que é empregue lá. Até parece que é uma igreja Católica – começando na forma de liturgia que é completamente igual á da Igreja Católica. Desde, as imagens dentro da igreja, o modelo eclesiástico, as roupas usadas pelos reverendos e com uma perspectiva completamente liberal da palavra de Deus.

Eu a constatar aquela realidade, fiquei bastante impressionado com uma certa ausência da Palavra de Deus, mas ao mesmo tempo fiquei estupefacto com forma de organizado e do louvor que foi completamente numa linha tradicional – ou seja, os hinos a forma de estarem e oração, tudo numa linha bastante mente tradicional. Se eu não fosse membro da Igreja Presbiteriana, se calhar, seria membro da Igreja Lusitana (anglicana). Sou apaixonado pela Igreja Lusitana, e me identifico com as doutrinas. De vez enquanto eu frequento os cultos da Igreja Lusitana, e gosto muito.

Igreja Luterana

A igreja luterana que eu fui, é uma igreja conservadora com uma liturgia completamente conservadora, nas igrejas usam as imagens, há eucaristia quase parecido com a igreja Lusitana que índole na igreja Católica. Todavia, já no que toca a palavra, eles tem a Bíblia como a única regra de fé e prática. Ver as coisas em geral, a igreja Luterana, tem poucas influências da igreja Católica. Se tirarmos os usos das imagens, crucifixo, velas e as vestes. Além destas coisas, não temos mais algo que podemos apontar como o de igual à da igreja Católica. Muito embora, com algumas deficiências aos escritos do Martinho Lutero.

A pregação é fiel a palavra. Isto é, o pregador centra toda a sua atenção na palavra durante o culto, que é neste caso a Bíblia Sagrada. Para mim, foi uma excelente experiência, estar ali e poder aprender muito da palavra de Deus. É claro que não concordei com tudo que lá constatei durante a minha visita. Há muitos pontos, nos quais estou estudando, e não actualmente não concordo; mas pelo menos o essencial não foi adulterado, que é neste caso a palavra de Deus. Eu frequento o culto mensalmente na Igreja Luterana, e sou muito edificando quando lá estou.

Igreja Pentecostal

Em todas as visitas que fiz, o da igreja pentecostal foi uma das péssimas experiências que tive. Isso devido, a ausência total da palavra de Deus, mas cingindo unicamente a via de experiência; novas revelações e uma desorganização total no culto. Com ênfase excessiva no louvor. Este por sua vez, não reflecte o louvor sincero ao nosso Deus, mas através com prioridades nas músicas modernas. Sem fundamentos na palavra de Deus. Musicas que considero anti-bíblicos, que não passa de uma forma de satisfação do ego humano. Havia muita exaltação, na pessoa do homem, e tão pouco reverenciavam a Deus. Fiquei bastante triste com aquele cenário todo. Principalmente, com aquelas pessoas que vivem tão-somente pela experiência não naquilo que é ensinado na palavra de Deus. Que Deus tenha misericórdia destes que frequentam esta seita miserável.

Soli Deo Gloria


OBS: Esta imagem em anexo é da Igreja Lusitana (Anglicana) de Portugal, Paroquia S Paulo.

sábado, 5 de setembro de 2009

A Ira de Deus

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ACERCA DO MOVIMENTO CARISMÁTICO

Já agora, envio um texto do estimadíssimo Rev. Celestino Torres da 1ª Igreja Baptista de Lisboa, amado irmão e ministro do evangelho de Cristo (ao que parece nestes tempos já está a ficar fora de moda... se é que alguma vez foi algo mais que não uma raridade!?!?!?!). Link abaixo.

ÀCERCA DO MOVIMENTO CARISMÁTICO

O fenómeno chamado carismático coloca-nos na sua versão moderna, algumas interrogações que nos devem levar a reflectir sobre as suas causas.

Sempre houve grupos que no seio da Cristandade se caracterizaram por um certo desequilibrio espiritual, o qual se reflectia na forma como adoravam a Deus nos cultos públicos. Esses grupos foram, porém, ao longo dos séculos constituídos por um número reduzido de pessoas mais ou menos marginalizadas em relação às Igrejas oficiais. O que há de novo nos nossos dias é a grande proliferação desse desequilíbrio espiritual no meio de toda a cristandade. Começou no meio Evangélico e agora penetrou já na própria Igreja Católica. Assim, quando falamos do movimento carismático, não podemos referir-nos hoje a um reduzido número de pessoas desequilibradas que louvam a Deus à sua maneira.

É esta a realidade que nos preocupa e nos coloca algumas interrogações: como foi possível chegarmos a esta situação? Em Portugal, por exemplo, há já mais igrejas e grupos carismáticos do que genuinas igrejas Evangélicas. Pensamos em 5 causas que podem eventualmente explicar esta dramática situação:

  1. A influência cada vez maior no meio Evangélico de correntes de pensamento, de filosofia e de cultura pagãs. O grande afluxo de africanos e brasileiros ao nosso país, trazendo consigo os seus usos e costumes, uma maneira de estar na vida por vezes grandemente influenciada por religiões animistas e pelo espiritismo. Para já não falarmos da acção mais ou menos subtil dos apóstolos da Nova Era, os quais, infiltrados nos lugares chave da nossa sociedade, têm daí influenciado alguns crentes mais inadvertidos ou ingénuos. Pensamos até ser possível detectar infiltrações mais profundas da Nova Era em muitos meios chamados carismáticos cujas atitudes e afirmações de coincidem com certos postulados seus.

  2. Outra causa é o espírito vincadamente profano e irreverente da nossa época que faz com que muitas atitudes e afirmações não só não sejam repudiadas pela maioria das pessoas, mas pelo contrário sejam vistas até com simpatia e apoio.

  3. Depois há o primado da imagem e do espectáculo. Com o advento das novas tecnologias a nossa cultura deixou de firmar-se na palavra, escrita ou oral, para ser uma cultura do écrã, da imagem. Uma cultura que privilegia o espectáculo. Assim, para muitos, os cultos tradicionais tornaram-se obsoletos e sem qualquer atractivo em comparação com os verdadeiros espectáculos que podem ser desfrutados nas sessões carismáticas.

  4. Obviamente que todas estas razões ou causas que temos enunciado até aqui fazem com que o Deus da Bíblia, ou seja, a Revelação que Deus faz de Si mesmo nas páginas da Escritura seja rejeitada em favor duma outra imagem, criada e moldada na mente dos líderes que estão em voga. Uma imagem muito mais apropriada para responder aos anseios do espectáculo e que satisfaça as necessidades carnais dos homens, atraindo assim e galvanizando as multidões. Deste modo, a reverência e o temor devidos ao Deus da Bíblia são substituídos pela irreverência de formas profanas, superficiais e frenéticas de adoração.

  5. Mas se nos interrogarmos como é que um tal desequilíbrio pôde penetrar e influenciar tão facilmente o meio Evangélico, a única resposta que nos ocorre após prolongada reflexão, é a falta de convicções na maior parte dos crentes, mesmo naqueles que já têm anos de vivência evangélica. É curioso e frustrante vermos o entusiasmo com que acolhem qualquer novidade. Parece que não estão satisfeitos com a Verdade ou então ainda não A encontraram. Por isso deixam-se arrastar e influenciar facilmente por qualquer nova ideia ou doutrina. E depois é muito mais fácil seguir no sentido da corrente do que remar contra ela.

Tudo isto nos leva a uma conclusão: se quisermos conservar o que ainda pode, no meio Evangélico, ser salvo desta grande vaga de decadência e corrupção da espiritualidade genuina temos de fomentar em cada crente convicções pessoais, as quais só podem ser fruto duma leitura contínua e sistemática da Escritura Sagrada, em espírito de oração e de submissão ao Espírito do Senhor, pois só Ele nos pode dar a luz necessária para vermos a verdadeira Luz que é Cristo, o Cristo da Bíblia.

Fonte: http://iibaptistalisboa.no.sapo.pt/reflexoes.htm#carismatico

Soli Deo Gloria

O Amor Bíblico de Deus!

"Nem a Escritura, nem as Confissões Reformadas, nem a Confissão de Fé de Westminster fala de uma bondade geral de Deus. Frisei antes, que Deus é um Deus santo, que todo pecado contra Ele é terrível, e que Deus também é um Deus de justiça perfeita. Em Sua santidade e justiça, não pode deixar passar o pecado e ser amável ou gracioso ao pecador - àparte de Cristo. Nem Deus pode ser acusado de tirania. Ele é bom em tudo que Ele faz, mesmo em Seu justo julgamento dos ímpios. Não é tirânico por Deus punir os ímpios com uma punição proporcional ao seu pecado monstruoso contra a Sua grande santidade. No entanto, por trás do justo castigo de Deus aos ímpios está o eterno decreto de Deus da reprovação. De acordo com este decreto, o propósito de Deus é manifestar eternamente a Sua justiça na maneira da punição do pecador.
.../...

É errado dizer que Cristo fez uma coisa em sua natureza divina, para além da sua natureza humana, ou dizer que Cristo faz alguma coisa segundo a sua natureza humana, sem a participação da natureza divina. É ainda mais errado dizer que Cristo em sua natureza humana poderia fazer algo totalmente em desacordo com a Sua natureza divina, de modo que as duas naturezas não concordam uma com a outra. Assim, em resposta à pergunta: não quis Cristo, que veio sob a lei, cumprir a lei, amando todos os seus vizinhos, sejam eles eleitos ou reprovados? insistimos mais uma vez que a resposta bíblica é: Não! Cristo, que conhecia seus próprios que foram dados a Ele pelo Pai amava o Seu vizinho, mas apenas os seus vizinhos eleitos. Esta verdade é, de fato, clara em João 13:1 "Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim."

Nem para Cristo, nem para nós, é nosso vizinho todo homem que vive no mundo. Meu vizinho é aquele com quem eu entro em contato, com quem devo viver, que está no meu caminho, que exige a minha atenção, que me coloca sob certas obrigações para com ele. Meu vizinho é minha esposa, meu filho, meu santo companheiro - assim como o homem ao lado de mim na loja. E eu sou chamado para amá-lo de tal forma que eu, cuidando de tudo que ele pode ter necessidade, procuro a sua salvação. O amor sempre busca o bem do objeto desse amor, e não há maior bem que podemos mostrar a alguém que amamos que buscar a sua salvação. Eu faço isso porque eu não sei quem são eleitos e quem são reprovados, e pode agradar a Deus, se ele for um eleito, usar o meu amor por ele para trazê-lo para a salvação (Mt 5:16).

Mas o Senhor amou o seu próximo também. Ele buscava a salvação do seu vizinho, e de fato o realizou. Mas o Seu vizinho era o único por quem Ele foi enviado ao mundo para morrer, os eleitos neste mundo a quem o Pai Lhe deu desde toda a eternidade. Esse vizinho não era do tipo que era simpático para Cristo. Era um vizinho que se opunha a Ele, rejeitou Seu evangelho do reino e finalmente O crucificaram. Mas o poder do amor de Cristo na cruz, trouxe e ainda traz aquele vizinho à fé e à salvação.

Uma pergunta frequente é feita sobre a possibilidade de Deus odiar o pecado de um homem, mas ao homem amar mesmo. A figura de um juiz é usado. Um juiz pode ser totalmente repelido pelo pecado de um homem, mas mesmo assim têm um sentido de piedade e compaixão para com o homem. Não é necessariamente verdadeiro, então a pergunta argumenta que o amor e o ódio são totalmente incompatíveis.

A outra questão comum, relacionada com a primeira, refere-se a Gálatas 5:22, 23, onde o fruto do Espírito é definido como, principalmente, amor. Não será que Cristo, vai então a questão, tem o Espírito? E não terá, portanto, amado a todos aqueles com quem entrou em contato? O mesmo pode ser dito de nós em nossa vocação. Nós temos o Espírito e para mostrar o fruto do Espírito, nós mostramos amor por nossos semelhantes. Entre parênteses, observo que a questão é uma reminiscência do nosso sistema judicial moderno em que o mais lamentável é o dó mostrado mais para o criminoso do que para aquele contra quem um crime foi cometido. E, novamente, gostaria de lembrar que o pecado é contra "a suprema majestade de Deus" (Catecismo de Heidelberg, 4 / 10).

Agora parece-me que devemos ser claros sobre o que se entende por amor e ódio. E a pergunta reconhece que uma compreensão desses dois conceitos é fundamental para o problema.

O amor é uma não sentimental e romântica emoção. Embora o amor certamente tem a ver com as emoções, as emoções são, naturalmente, uma parte da mente e vontade. O amor é muito mais do que um sentimento. Escritura nos dá o que é quase uma definição formal de amor em Colossenses 3:14: "E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade/amor, que é o vínculo da perfeição." A palavra traduzida como "caridade" em muitos lugares por nossos AV é, naturalmente, a palavra "amor". Agora, o texto diz que duas coisas sobre o "amor". É antes de tudo uma obrigação e, segundo, é um vínculo da perfeição. Esta definição tem de saber se estamos a falar do amor de Deus para si ou para nós, ou o amor que temos por Deus ou para o nosso vizinho. O amor é, portanto, um vínculo de amizade e companheirismo. Mas é um vínculo que é caracterizado pela perfeição.

Ódio, por outro lado, é exatamente o oposto. O ódio é repulsa, repulsa e recusa total para ter um relacionamento com alguém. Deus ama a Si mesmo como santo e perfeito Ser e tem comunhão consigo mesmo. Essa comunhão é um elo entre as três pessoas da Santíssima Trindade, que se caracteriza pela vida, amor e felicidade.

Deus ama o seu povo, até mesmo enquanto eles são ainda pecadores (Rm. 5:8). Impossível, você diz? Sim, é verdade! Mas é possível porque Deus os ama em Cristo e eles estão sem pecado, santos como Deus é, em Cristo. Ele estabelece com eles um vínculo de comunhão que é caracterizado pela vida, amor e felicidade. E tão grande é o amor de Deus que chega até nós através de Cristo e nos transforma numa igreja santa em que a santidade de Deus em si é revelada.

O ódio de Deus pelos ímpios é sua repulsa a eles por causa dos seus pecados. "Odeias a todos os que praticam a maldade." (Salmo 5:5), "Não:" Tu odeias a iniquidade ", mas" odeias todos os que praticam a iniquidade.") Deus não lhes dá nem mesmo por um momento qualquer sentimento de sua comunhão com lhes. Ele dirige-os longe de sua presença e faz com que experimentem a sua maldição. Quando eles morrerem, Ele coloca-os no inferno, para onde eles foram feitos para sofrer o julgamento justo dos seus pecados. E o inferno está tão longe de Deus o quanto se pode estar. Deus odiou Esaú, e não só os pecados de Esaú (Malaquias 1:3).

Somos chamados a amar a Deus, isto é, a entrar em comunhão com Ele, viver conscientes da comunhão com Ele e dar louvor a Ele como Aquele infinitamente santo. Nós amamos porque ele nos amou primeiro e no exterior derramando o Seu amor em nossos corações, Ele nos faz amá-lo (Romanos 5:5, I João 4:10). A obra de fazer-nos santos como Ele é inclui a obra de nos fazer amá-Lo, porque a santidade que vem de Deus nos atrai a Ele e à Sua comunhão.

No entanto, como já observado anteriormente, o decreto da reprovação de Deus está por trás do pecado do homem e da punição. Mais uma vez, isso é verdade, não em tal maneira que Deus é o autor do pecado do homem, mas de tal forma que a soberania de Deus é revelada no caminho do pecado do homem e justo castigo de Deus para o pecado. Podemos não gostar dessa verdade, podemos protestar contra ela, mas que seja sabido que as nossas objecções insignificantes e inúteis, não (graças a Deus!) alteram a verdade e nunca vão mudar o fato de que Deus é absolutamente soberano em tudo que Ele faz . Nós adicionamos ao nosso pecado, quando persistimos no nosso questionamento. É nosso chamado nos curvar em adoração e louvor.

A parte difícil vem em nossa vocação de amar o nosso próximo, quando o nosso vizinho é perverso. Quando o nosso vizinho é santo como nós, que é também um pecador salvo, é que o amor é (pelo menos, teologicamente, na verdade muito difícil) sem problema. Nós amamos nossas esposas, nossos filhos e nossos santos companheiros porque amamos a Deus com o amor de Deus. Temos comunhão com eles e vivemos no vínculo da vida, amor e alegria.

Mas alguns de nossos vizinhos são maus. Como podemos amá-los? Esta é a forma como devemos fazê-lo. A resposta parece tão óbvia. Porque o amor é o vínculo da santidade, nosso amor por eles é um desejo sincero de tê-los salvo. Nós não sabemos quem são as pessoas de Deus e quem não são. Esperamos e oramos para que eles possam ser eleitos, amados por Deus, e por isso procuramos a sua salvação. Isso não significa que deixamos as suas necessidades; Deus os colocou em nosso caminho, porque eles precisam de nós. Mas nós suprimos suas necessidades, a fim de procurar a sua salvação. Nós trazemos-lhes comida quando estão com fome, mas para que possamos mostrar o amor que Deus tem para nós, que somos pecadores indignos, temos, portanto, dizer-lhes que o amor, como Deus tem para nós, pobres pecadores, pode e também será deles, se se arrependerem de seus pecados e se converterem a Cristo na fé.

Obviamente, tal amor é um "rua de um só sentido", pois nos recusamos a ter comunhão com eles em seus pecados. Nesse sentido da palavra, nós os amamos, mas odeiamos o seu pecado. Nós, no nosso amor por eles, condenamos os seus pecados e buscamos o seu arrependimento. Nós nos recusamos a ter comunhão com eles em seus pecados, só porque nós os amamos e procurar sua salvação. Deus age em relação a nós, da mesma forma, embora num modo infinitamente superior. Ele mostra seu ódio ao pecado e Seu amor por nós dando-nos Jesus Cristo - quando ainda éramos pecadores. E em Jesus Cristo somos santificados e ter a verdadeira comunhão de amor com Ele.

Tal como todas as obras em nossas vidas é óbvio. Nosso amor por nossos vizinhos tem o mesmo duplo efeito que a pregação do evangelho, pois esse tipo de testemunho é autorizado pelo evangelho. Nosso amor por nosso próximo vai salvar ou endurecer. Ele vai salvar nossas esposas, nossos filhos, nossos santos companheiros e os eleitos de Deus entre os incrédulos. Mas o amor que mostramos aos nossos vizinhos também irá endurecer os réprobos no seu pecado. Deus é bom em todos os dons que Ele dá a eles e eles são endurecidos em seu ódio contra Deus. Assim, com os nossos dons para eles. Experimente uma vez. Vá para eles em nome de Deus e em nome de Cristo e quanto mais nós trazemos os nossos rogos sérios para eles se arrependem e crêrem em Cristo, mais se tornam irritados, pois eles não querem que lhes digam que eles são pecadores que perecerão se não se arrependerem.

Deus trabalha Sua salvação através de nós, pois Ele sempre usa Sua igreja para cumprir seu propósito no mundo. Com o aumento dos ímpios em seu endurecimento encontramos cada vez mais dificuldades de ter alguma coisa haver com eles. Eles não querem ter nada a ver conosco. Eles desprezam o evangelho que trazemos para eles e desprezam-nos por continuar a trazê-lo. Eles demonstram que odeiam a Deus e odiam aqueles que representam a causa de Deus no mundo. E assim o tempo vem quando o filho de Deus não pode nem mesmo ter o que se limita-uma-rua-de-um-sentido do amor. Ele não pode continuar a procurar a sua salvação, pois batem a porta na cara dele. Cada filho de Deus tem experimentado isso. E a resposta do crente é: "Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam" (Salmo 139:21)?


Para mim, assim como para outros que desejam sinceramente conhecer a verdade sobre estas questões, é essencial que comecemos com Deus e não com nós mesmos ou nossas concepções de como Deus deveria ser. Como eu disse antes, não podemos subir a escada do nosso próprio pensamento para alcançar a morada de Deus, que faz o céu o seu trono, e a terra escabelo de seus pés. Nós sempre acabamos por formar a nossa concepção de Deus de acordo com o padrão do que pensamos que Ele deveria ser.


Deus deve-se revelar, isto é, Ele tem de nos dizer quem ele é e o que Ele faz. A Escritura é muito, muito clara sobre como Deus é grande. Às vezes penso que seria bom para nós simplesmente sentar e ler Jó 38-41, pois, se nós realmente ouvirmos Deus falar, vamos dizer como Jó: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza."(Jó 42:1-6).


Ou talvez devêssemos ler pranto de Paulo, no final de Romanos 11: "O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."


Essa é uma convocação para colocarmos as mãos nas nossas bocas e nos debruçarmos na terra em adoração!


Calorosas saudações,

Prof Hanko

Tradução: Nuno Pinheiro

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pregação Chocante (Altamente recomendado)

Ordem e Decência

"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem" (1Co 14:40)

"Que cristãos cheios do Espírito Santo não se portam como se estivesse em transe ou agindo irracionalmente" (ICo 14.32)

"Que o Espírito Santo não anula a mente e a razão dos seres humanos" (1Co 14:32)

"Que o culto cristão não deve parecer delírio aos visitantes e não promover escândalos" (ICo14.23-25; 10.31-33)

"Que a verdadeira espiritualidade não traz confusão" (ICo14.33)

"Que o culto desorganizado é uma barreira à conversão" (1Co14.23-25)

"Que não há lugar na congregação para histeria, vãs repetições e mistérios que não fazem sentidos a igreja" (1Co14.6)

"Que promove o culto racional e inteligente" (Rm12.1)

Portanto não apoiam os movimentos exagerados de crentes, místicos, ritualistas, apegados ao mágico e tudo quanto é oculto.

Não façam parte dessas seitas.

"Persiste em ler, exortar e ensinar" (1Tm 4:13)

Sola Scriptura